Aposto que era um Dove, daqueles muito macios... e escorregadios.
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sábado, 21 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Se o Daniel Sampaio tivesse escrito um livro sobre isto, eu não tinha demorado tanto tempo para perceber.
Se eu tivesse um filho agora – não exactamente agora mas daqui a uns meses ou a uns anos – provavelmente, ele (ou ela) iria achar que a minha vida tinha começado, exactamente, na mesma altura que a dele (ou dela). Da mesma forma que eu pensei, durante toda a minha infância, adolescência e até há alguns anos, relativamente à vida dos meus progenitores.
Iriam passar muitos anos até que ele ou ela me pedisse para lhe falar da minha vida antes da sua existência. Provavelmente, isso só iria acontecer quando se tivessem esgotado todas as histórias sobre o dia do seu nascimento e sobre as peripécias da sua infância. Como, aliás, aconteceu comigo.
O nosso egocentrismo cega-nos ao ponto de acharmos que os nossos pais não tiveram uma vida antes de nós. Cega-nos ao ponto de nem sequer pensarmos nisso.
Depois, com a idade, vamos percebendo que os nossos pais também já foram crianças. Crianças que tiveram de ser protegidas. Crianças que alguém ensinou a juntar letras para fazer palavras. Adolescentes a quem alguém deu o primeiro beijo e o primeiro desgosto de amor. Jovens cheios de sonhos e de projectos, que lidaram com alegrias e tristezas, que experimentaram a frustração. Pessoas que se apaixonaram por alguém ao ponto de amar esse alguém mais do que tudo na vida. Pessoas que amaram ao ponto de quererem gerar um filho ou uma filha. Um filho ou uma filha que fosse a expressão suprema desse amor.
E depois, só depois, viemos nós. E mudámos tudo!
Imagem: Google Search
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
“Pro Evolution Suckers”
E se nas nossas vidas existisse a possibilidade de apagar certas coisas com um simples Ctrl X? Era carregar e ver tudo a desaparecer… E quem diz coisas, diz pessoas, diz momentos, diz… Bem, também não seria mau de todo se a tecla Z estivesse por perto – não fosse a malta arrepender-se de qualquer coisita acabada de apagar… Agora que penso melhor no assunto, as teclas C e V também poderiam ter a sua utilidade.
Mas, agora que penso (ainda) melhor no assunto, isto era capaz de nos trazer algumas contrariedades – a menos que estes comandos fossem privilégio de poucos. Imaginem que eu tinha acabado de fazer Ctrl C + Ctrl V no Reynaldo Gianecchini. Amanhã, quando descesse as escadas do prédio com ele, a minha vizinha fazia logo Ctrl X em mim. O que me ia valer é que o Reynaldo (reparem que já o trato só pelo primeiro nome) fazia logo Ctrl Z e eu aparecia outra vez. Ufa!
Ou então, talvez esta demência que se apoderou temporariamente de mim seja só isso: demência. Mas espera lá… antes que a demência desapareça por completo (assim espero), ainda tenho tempo para chegar a outra brilhante conclusão (até vos faz cerrar os olhos de tão brilhante que é): parece-me que Ele – aquele a quem apelidaram de Deus – é bem capaz de ter um teclado desses. E, enquanto nós jogamos PlayStation, ele joga o seu "Pro Evolution Suckers".
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O que vale é que aquele objecto estranhíssimo tinha instruções
1º - Pegar numa palhinha.
2º - Mergulhar a palhinha na bebida preferida.
3º - Levar o copo à boca e desfrutar de uma sensação refrescante.
Eu nem sequer vou questionar o facto de um copo conter "manual" de instruções. Eu sei lá se elas são necessárias para alguém. Lá porque eu sei como se processa o complicadíssimo ritual de enfiar uma palhinha num copo, e beber, isso não quer dizer que toda a gente sabe, ou que tem de saber. Eu também não sei em que botão de uma qualquer máquina teria de carregar, se a linha de produção de uma fábrica de rolamentos começasse a “engasgar”.
E, agora que penso nisso, eu já soube fazer muitas coisas que, entretanto, me esqueceram. Quem me garante que, amanhã, eu vou saber o que fazer perante um copo de sumo do "Mac".
Ninguém.
O que realmente me inquietou foi a contradição dos passos 2 e 3. Afinal, se um dia destes eu acordar com palpitações Alzheimerianas, é para beber pela palhinha ou pelo copo?
Imagem: htforum.com
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Say cheeeeese (quem tem piercing na língua também tem de dizer)
Já percebi por que é que as pessoas fazem piercing’s na língua*. Para porem a língua de fora nas fotografias. E, ou muito me engano, ou penso que descortinei algo que parece ser um comportamento padrão: enquanto esticam o tal órgão muscular, devidamente ornamentado, tendem a fazer malabarismos manuais complicadíssimos. Ou isso ou, então, são todos do PSD.
* Tirando aquela razão que, a menos que seja um mito**, considero deveras altruísta (vocês sabem qual, right?).
** É que, eu cá, nunca experimentei, por isso não vou negar, à partida, uma ciência que desconheço - if you know wath i mean... ***
*** Importas-te de parar com a cena dos asteriscos?
[Ok.]
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