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domingo, 22 de janeiro de 2012
Ver um sem número de pessoas das mais variadas culturas, etnias e estratos sociais reproduzir a coreografia da musiqueta do Michel Teló, por esse mundo fora, leva-me a concluir, com enorme tristeza que...
O mundo vai mesmo acabar em 2012. E eu sou muito nova pra morrer - sobretudo de desgosto.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Embaixadas? Isso serve pra quê? Ora 'bamos lá definir prioridades, sff!
Natal: Jardim gasta três milhões em iluminações
Pode ascender a cinco, quase metade dos 12 milhões de euros que Governo vai poupar com fecho de sete embaixadas.
Por Jornal de Negócios Online
[Ninguém pára este tipo? Não?... Ah, pronto... Tá bem.]
domingo, 2 de outubro de 2011
Há sempre uma besta disposta a pôr a nossa vida em risco...
O dia está soalheiro, é domingo, felizmente não trabalho ao domingo. Quando dou por ela estou no carro, a caminho da praia para desfrutar deste belo dia com os amigos, numa esplanada. Eu e mais 3457 pessoas. O trânsito corre lentamente... Ainda que não esteja verdadeiramente com pressa, avalio as possibilidades de ultrapassagem, para imediatamente concluir que, além de desnecessário, é arriscado. A fila é enorme e há carros a circular em sentido contrário. Deixo-me ir ao ritmo de quem comanda a fila e aprecio o vento que me despenteia da forma mais refrescante que há. Tão bom!
E sim, foi mesmo muito bom, até aparecer aquela besta que conduzia o Opel Corsa cor de vinho, e que decidiu que não estava para papar filas. Aquilo que antes era uma viagem calma e relaxante rapidamente se transformou num cenário do Vice City. Não houve carro nenhum que não tivesse que travar a fundo, enquanto ela serpenteava entre a faixa da direita e a faixa da esquerda, ignorando completamente os carros que circulavam em sentido contrário.
Já no estacionamento da praia, momentos depois, vislumbrei o Opel Corsa cor de vinho. A sua condutora - sim, era uma gaja - e outro ocupante saíam do carro. E agora vem a parte pior: o outro ocupante era uma criança que saiu do banco de trás e que não tinha mais do que sete anos!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
E eu que pensava que a Coreia má era a de cima...
sábado, 28 de maio de 2011
Andará à procura de petróleo?
Desperta-me alguma piedade ver uma pessoa afundar-se num buraco cavado pela sua própria maldade. Tanto na vida como na blogosfera. Sobretudo quando essa pessoa que se afunda, ao invés de estender a mão e suplicar por um resgate - que a acontecer seria movido única e exclusivamente pela piedade de quem assiste, note-se - vai esperneando e destilando veneno para todos à sua volta. Será que ela não percebe que ao espernear vai esgravatando cada vez mais fundo e aumentando a profundidade? E que o veneno que destila - aos que assistem na berma do buraco - lhe diminui seriamente as hipóteses de resgate? Será?
A esgravatar a esta velocidade, prevejo que consiga chegar à China daqui a uns meses. Resta saber se os chinocas - que tiverem a oportunidade de ver a sua cabeça surgir do subsolo - lhe darão a mão para a puxar. Na falta de um tradutor, o mais provável é que lhes acertem com uma pá na cabeça, enquanto ela se queixa (histericamente) das pessoas que, do outro lado do mundo, não lhe deram a mão.
PS: Na blogosfera, como na vida, gosto de me manter neutra quando as coisas não me dizem respeito. Mas hoje, depois de ler um post, manter-me neutra ficou um pouco mais difícil. Fim da mensagem. Obrigada.
PS: Na blogosfera, como na vida, gosto de me manter neutra quando as coisas não me dizem respeito. Mas hoje, depois de ler um post, manter-me neutra ficou um pouco mais difícil. Fim da mensagem. Obrigada.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O último a assistir
Durou apenas escassos minutos mas foi o suficiente para me arrancar uns quantos palavrões de espanto. Não foi um espanto de admiração, foi de perplexidade perante o profundo mau gosto. Os intervenientes deste autêntico circo de horrores parecem estar sob o efeito de um alucinogéneo poderosíssimo. Tantos aqueles que nos aparecem em frente das câmaras como os que estão no backstage. Os que fazem os diálogos, por exemplo. Que terão em mente quando escrevem as idiotices que serão ditas em directo? Que imagem terão das pessoas que estão em casa, sentadas em frente à televisão. Poderão, por ventura, equacionar a hipótese de conseguir arrancar uma gargalhada a um espectador? De terem criado um momento de televisão, sequer, aceitável? Eu quero acreditar que não. Ainda que um sorriso tenha sido alcançado (o que eu duvido), talvez seja o sorriso cúmplice de alguém que jantou cogumelos mágicos. Ou o sorriso (pontualmente desdentado) de alguém que paga a conta da televisão por cabo - por exemplo - com o RSI, e que, ironicamente, não se apoquenta com coisas banais como impostos. Os impostos que alimentam um televisão pública que transmite programas altamente insultuosos para o QI dos seus tele-espectadores. O discurso tripalhoco (esclarecimento: tripalhoco de quem estava a tripar um ácido qualquer e não de quem jantou tripas à moda do porto!) do Roberto Leal perdeu parte da gravidade quanto momentos antes se teve a oportunidade de ver uma concorrente ser descarregada de um camião. Sim, descarregada como um monte de entulho é descarregado num aterro. E a «multidão» de meia dúzia de mulheres gritava "Gorda! Gorda! Gorda!", e ela ia agradecendo o «carinho» e ajeitava o colar de enchidos que tinha pendurado ao pescoço com a vaidade de quem usa uma jóia da Tiffany.
Se o propósito (se é que tem algum) de toda aquela fantuchada é gozar com os Reality Shows, parece-me que o alvo falhou completamente: os verdadeiros gozados são os portugueses que se sentam em frente ao televisor. Sobretudo os que têm os impostos em dia, como eu.
Ainda que que o zapping do meu comando se limitasse a apenas quatro canais - como acontece com muitos portugueses (sobretudo nos tempos que correm) - o Último a Sair seria sempre o último programa a assistir. Mas só depois de furar os dois olhos (repetidas vezes) com aquele instrumento do estojo de manicure que eu nunca sei para que serve. Talvez seja para furar os olhos.
domingo, 3 de abril de 2011
E o prémio de maior imbecilidade deste serão futebolístico...
Terá de ser dividido entre:
O adepto do FCP que desrespeitou a bandeira nacional portuguesa e os responsáveis pela iluminação e sistema de rega do estádio da Luz.
O fair play tem que vir de cima (ou devia...).
Parabéns ao Fêquêpê.
O adepto do FCP que desrespeitou a bandeira nacional portuguesa e os responsáveis pela iluminação e sistema de rega do estádio da Luz.
O fair play tem que vir de cima (ou devia...).
Parabéns ao Fêquêpê.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Isto comparado com umas cuecas penduradas na porta... não é nada!
Não quero que fiquem a pensar que sou daquelas pessoas que regozija com a desgraça alheia. Daquelas que tomam alento na tragicomédia do próximo para esquecer a sua. Não, eu não sou assim. E, tirando o olhar constrangedor de um ou outro vizinho (que pode ter acontecido mas também pode ter sido fabricado por mim), já estou recuperada do episódio de ontem. Aquela parte em que fiquei à espera que a D. Maria - minha vizinha do lado - fechasse a porta para eu sair... não conta. Ela tem 84 anos, se calhar nunca tinha visto umas cuecas assim... Esqueçamos isto (para sempre).
O senhor João - chamemos-lhe assim - é um homem de meia idade que trabalha, por turnos, numa fábrica aqui perto. É um homem de poucas palavras, embora tenha um ar simpático. A senhora sua mulher é apreciadora de vegetais frescos e, por isso, frequentadora assídua da praça. Volta e meia o senhor chega a casa, depois de fazer o turno da noite, e tem um bilhetinho da mulher na porta, a dizer: "Querido, fui à praça. Não demoro." Uma dona de casa aprimorada que faz o sacrifício de se levantar cedíssimo, em prol de uma alimentação mais saudável para toda a família, é um mimo. Aqui há uns tempos o Sr. João magoou-se numa das máquinas. Cortou uma mão. Nada de grave, mas teve de levar uns pontinhos. Quando chegou a casa lá estava o bilhetinho do costume na porta.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Os PEC's, o FMI e o meu dente do siso
Andei, aqui há uns tempos, em pura agonia por causa de um dente do siso. Armada ao pingarelho, achei que os analgésicos que tinha ali na casa de banho me iam safar na boa e evitar uma ida ao dentista. Ninguém gosta de ouvir o barulhinho da «broca do demo», certo? Ao contrário das minhas expectativas, os analgésicos não me resolveram o problema. Nos primeiros dias sim, mas essa melhora momentânea foi fruto da estupidez continuada do meu ser: aumentar consecutivamente a dosagem do analgésico. Ao fim de algum tempo, e para espanto meu, o problema mantinha-se e o meu organismo deixou de reagir ao analgésico. Que estranho, não é?! Depois de uma consulta com um profissional - um DENTISTA - as opções que tinha eram muito claras: ou tratava a infecção com um antibiótico e arrancava o dente ou... Ah, é verdade, não havia outra opção! Parece que se tivesse consultado atempadamente, ao invés de me andar a auto-medicar, a infecção teria sido facilmente eliminada e, muito provavelmente, não precisava de arrancar o dente. Provavelmente nem tinha chegado à infecção! E sem infecção não tinha agonizado ao ponto de querer bater com a cabeça nas paredes...
PEC está para Paracetamol como FMI está para...
quarta-feira, 23 de março de 2011
Perguntas idiotas
Eu imagino que ter um filho seja coisa para nos invadir de uma alegria sem precedentes. Não tenho filhos, portanto, só posso imaginar. Assim sendo, eu compreendo que o tema de conversa com uma recém-mamã esteja confinado a tópicos directa ou indirectamente relacionados com a criança. A sério que compreendo. O que eu não compreendo é aquela pergunta idiota, que não há vez nenhuma que não venha à baila, sempre que encontro uma recém-mamã: «E tu? Quando tens um?».
Ora bem... É provável que eu tenha um filho depois de:
(I) Decidir que quero ter filhos.
(II) Encontrar um pai decente para ele.
(III) Fazer o amor com o candidato a pai (possivelmente mais do que uma vez).
(IV) Um dos espermatozóides do candidato a pai fecundar um dos meus óvulos.
(V) Esperar 9 meses (mais dia menos dia) até que ele me saia aos berros por um orifício naturalmente concebido para o efeito (a menos que eu opte por cesariana).
PS1: Os pontos I e II, não necessariamente pela ordem descrita.
PS2: Se me continuarem a falar em noites mal dormidas, mamilos gretados e hemorróidas, o ponto I fica seriamente comprometido.
PS3: Tendo em conta que a pergunta é sempre feita por pessoas que conhecem a minha actual condição de solteira, a mesma ganha um nível de idiotice difícil de equiparar.
domingo, 13 de março de 2011
Irónico
Passavam rapidamente no mostrador. Infelizmente, os números do montante a uma velocidade muito mais rápida do que os números dos litros correspondentes. Talvez viesse daí o semblante carregado de todos os que ali estavam. Uns porque precisavam mesmo, outros porque estão com medo que se esgote. Estes últimos, obviamente munidos do seu jerrican de estimação. Uma eternidade até que se aviassem todos os utensílios e mais alguns. Fosse permitido por lei e até o garrafão de vinho, esquecido na mala da carrinha desde o último piquenique, era atestado. Provavelmente, entre as toneladas de açúcar que têm armazenadas na garagem, há um espacinho reservado para duas ou três toneladas de combustível.
Cá fora, nas colunas da bomba, ouvia-se o Israel Kamakawiwo'ole cantar o Somewhere Over The Rainbow...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A caminho de um país acéfalo
Confesso que me escapa ao entendimento a relação entre a letra de uma música e o súbito despertar da comunicação social (esta denominação já merecia um refresh) para um problema que já dura há anos. Acordaram agora? Esta semana não morreu nenhum idoso em casa e ficaram sem assunto? É, obviamente, frustrante ver um recém licenciado perdido na teia do desemprego. Ou num emprego precário e a ver-se obrigado a viver em casa dos pais. É mesmo! Mas será que o problema está na saída das faculdades ou na sua entrada? Para quê manter cursos cuja «saída profissional» é o desemprego? É preciso tirar um curso superior para se ser desempregado?
E depois há os outros. Os que já trabalham há anos e agora se vêm a braços com a hipótese de engordar as estatísticas do desemprego. Aqueles que já estão demasiado velhos para enveredar por outra carreira, uma que não os faça tremer a cada final de contrato. Sim, as caixas de supermercado são uma hipótese, mas para isso não é preciso estudar dezassete, dezoito ou vinte anos. Acaba-se o liceu e começa-se logo! Quando se chegar aí aos vinte e três anos, com brio profissional e dedicação, até se poderá aspirar a ser chefe de qualquer coisa, lá no supermercado. É muito mais difícil consegui-lo se se começar a passar códigos de barras aos vinte e um ou vinte e dois, quando se sair da faculdade. A menos que um dos pré-requisitos, lá do supermercado, seja dissertar sobre a ergonomia e estética tri-dimensional das embalagens com os clientes, enquanto se ouvem os bip's dos produtos a passar... Ou sobre as implicações económicas de desenvolver relações comerciais com os países menos desenvolvidos... Ou sobre os impostos especiais de consumo e a tributação das mercadorias importadas de países terceiros (?)...
Se virem um cérebro a fugir mandem-no parar, é meu e faz-me falta (ouvi dizer que precisam de caixas no supermercado cá da rua - é desta que faço o mestrado!).
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Fair play? Primeiro temos que (re)descobrir a roda, carago...
Esse episódio de os adeptos do FCP apedrejarem o autocarro do Benfica fez-me lembrar aqueles senhores nigerianos que, por via de um belo par de chifres, tentam limpar a honra manchada, apedrejando a mulher adúltera em praça pública. Parece que o apedrejamento público funciona como uma espécie de catarse para o macho desrespeitado. Talvez ele pense que as pedras acabadas de atirar possam, efectivamente, mudar alguma coisa naquele momento em ela se perdeu de amores por um macho que não ele. Mas não. A única coisa que ele consegue provar é o completo falhanço nessa coisa de ser um bom marido. O seu desenvolvimento cerebral, característico daquele tempo em que ainda não se sabia o que era uma roda, não lhe permite ir mais além. Não lhe permite, por exemplo, achar que o problema é ele, ou que também pode ser ele. Jamais lhe passará pela cabeça aprimorar a sua performance como marido. Muito menos soltar uma lágrima que denuncie a sua tristeza e dizer “pronto, vai lá e sê feliz com o Yekini”. Ele até pode estar triste, mas a sua tristeza é a de quem empunha um calhau e diz “vou-lhe rachar aquela cabeça a meio”. E, se estiverem perto dele, asseguro-vos que conseguem ouvir um “unga bunga” no final da frase.
E se a cena se tivesse passado com o autocarro do FCP em Lisboa, o texto seria exactamente igual. Só precisava de trocar as palavras FCP e Benfica de lugar. Sim, porque nesta coisa que é o futebol, infelizmente, a falta de fair play não olha a cores. Se é que isto é futebol(?).
Imagem: Captain Caveman, criado por Joe Ruby e Ken Spears
Imagem: Captain Caveman, criado por Joe Ruby e Ken Spears
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ver demasiados documentários… ainda há-de arruinar a minha vida social.
Se eu não tivesse visto aquele documentário sobre os Bonobos, jamais saberia que eles têm relações sexuais antes de comer – para controlar a agressividade que a competição pela comida possa despoletar. Ou seja, antes que comece tudo à paulada pelo melhor pedaço, apressam-se a ter relações sexuais para diminuir a excitação. Talvez venha daqui aquela máxima do make love not war, mas agora já estou a pisar o terreno movediço das hipóteses. Depois de fazer o amor, já convenientemente relaxados, saboreiam a comida em ambiente de plena harmonia. Primeiro as fêmeas, depois os machos (gosto disto).
Ora, uma pessoa vê um documentário destes e, uns dias depois, leva com uma senhora na padaria, que insiste em dizer que chegou primeiro do que nós. “Ó minha senhora, faça favor de me passar à frente. E digo-lhe mais: ainda bem que não somos Bonobos”.
Para além da senhora me ter passado à frente (sim, eu estava primeiro), ainda foi a resmungar, pela rua fora, a dizer que eu lhe tinha chamado um nome feio. E eu, estava a ver que tinha de esquecer o pão, e dar à sola, antes que as pessoas me saltassem para cima... e ficassem com o meu ADN debaixo das suas unhas.
Imagem: abeautifulrevolution.com
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Olha aquela desavergonhada… Vai comprar preservativos!
Hoje, enquanto procurava o meu cartão multibanco dentro da mala, mesmo em frente a uma caixa automática, senti-me observada. Três senhoras, sentadas num banco de jardim, fitavam-me e comentavam qualquer coisa com ar de desdém. Ao lado da caixa automática estava uma outra – de venda automática de preservativos – e eu estava parada mesmo em frente a essa, pensando que era a de levantar dinheiro. Não sei o que elas disseram mas, enquanto esperava que as notas saíssem, não consegui segurar uma gargalhada.
O que pode fazer uma pessoa senão rir-se? É que não me estava nada a apetecer dar-lhes uma aulinha de Educação Sexual… Muito menos explicar-lhes o que é a SIDA.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Morreu uma pessoa. Tenham respeito se faz favor!
Imagino que muitas pessoas (tal como eu) tenham ficado chocadas com a notícia e as circunstâncias da morte de Carlos Castro. Muito se há-de dizer e escrever. Muito será verdade e outro tanto, ou mais, mentira.
O que importa, a meu ver, é que um homem foi brutalmente assassinado e que a família e os amigos estão em profundo sofrimento.
Há que respeitar isso, minha gente (minha não, que vocês não me são nada, graças a Deus, ou a outra coisa qualquer). É profundamente nojento ler o que certos energúmenos escreveram, até agora, na página de fãs do facebook do suposto homicida. Desde insultos a homossexuais, piadas com as palavras “castro” e “castrado” e sugestões para que o modelo castre outras figuras públicas, é um sem número de atrocidades e maldades que me fazem pensar que, de facto, “os animais são nossos amigos”.
Estou profundamente indignada com o que li e, hoje, perdi um pouco mais a esperança na humanidade!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Não aconteceu mais nada no país?
“Gosta de neve? / veio ver a neve? / é a primeira vez que vê tanta neve junta? / Foste tu que fizeste este boneco de neve? ...”
Catorze minutos deste tipo de “notícias”… Enjoa um bocadinho.
Ok, é bom não ouvir falar de crise, FMI, OE, apertar o cinto, austeridade, etc. etc., durante uns minutos, mas já chega de neve, carago!
Imaginem o tédio dos noticiários em Sonnblick.
13h 18m – já começaram a falar no corte das reformas. Esta minha grande boca…
Quero vizinhos normais, daqueles que tocam para pedir açúcar e sal!
Triiiim triiim…
Vizinha nova (encostada à parede): Olá...
PFIA: Olá…
Vizinha: Pode levar-me ao hospital?
PFIA: Claro! Está mal disposta?
Vizinha: Tomei uma caixa de comprimidos…
PFIA: Hã?
Vizinha: Sim, pra morrer…
PFIA (em panic mode): O quê?
Procura de chaves, mala e outros objectos de extrema importância e em pouco menos de cinco minutos… carro… hospital.
Enquanto estava na sala de espera do hospital, e depois de perceber que a coisa não era tão grave assim, apeteceu-me ir lá dentro, procurá-la e dar-lhe um par de estalos, bem dados!
Parece que já é conhecida no hospital por este tipo de actividades circenses. Ainda tive de levar com o marido (que foi lá ter) a justificar-se que aquilo não era por causa dele, era por causa “das inseguranças dela” e que passa pouco tempo em casa, por causa do trabalho, e que no dia anterior tinham discutido... blá blá blá blá...
Oh que carago (agora apeteceu-me mesmo ir a direito)! Isso quer dizer que daqui prá frente, serei uma espécie de ambulância privada? Que devo elaborar um plano de emergência, altamente eficaz, para quando a campainha tocar? Será conveniente dedicar os meus tempos livres a fazer simulacros para melhorar o meu tempo de resposta? Alguém se oferece para fazer de "vítima"?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Greve de zelo? Ahahahaha… és mesmo otária!
Das duas… três! Ou eu estive em coma duas décadas e ainda ninguém teve coragem de me dizer ou então está tudo enlouquecido e a liberdade conquistada, depois daquela coisa dos cravos, toldou o juízo a muito boa (?) gente!
Desde quando é que as pessoas que não fazem greve começaram a ser hostilizadas? Olhá-las de lado, como quem (no auge da sua imensa ignorância) olha um portador de uma maleita contagiosa, tem algum propósito que me está a escapar?
E, já agora… Estarão essas pessoas, emissoras de tais olhares (à aspirante de mestre de vudu), cientes de que existe uma coisa que se chama “greve de zelo”? Acharão elas que ir bater pernas para um qualquer centro comercial se assemelha a fazer, realmente, greve?
Teremos nós passado de um tempo em que não se podia dizer palavra alguma contra o (des)governo, para um tempo em que se não o fizermos, numa rua qualquer, de apito na boca e envergando cartazes ridículos, com dizeres ridículos e imagens ofensivas, passamos imediatamente para a lista negra dos pseudo-reivindicadores?!
Acabou de passar na SIC que em Miranda do Doura só 7% dos professores e funcionários das escolas da região aderiram à greve!
Oh balha-me Deus que vocês estão tramados! Deixem os pseudo-reivindicadores tomarem conhecimento disto que vocês vão ver como eles mordem…
Aguardo impacientemente pelas notícias de amanhã a descrever a chacina em Miranda do Douro. Não vai ser bonito!
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