quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Gosto quando sou assim, uma pessoa focada num objectivo.

Preciso de umas botas pretas. Aliás, preciso de umas botas pretas como preciso de ar para respirar. Isto, em linguagem de mulher, quer dizer que me apetece comprar umas botas pretas - diferentes de todas as outras que já tenho - e pronto. Hoje saí para comprar umas botas pretas. Comprei umas botas azuis.
(...)
Já vos disse que preciso mesmo de umas botas pretas?

PS: Agradeço que não façam piadas acerca das botas azuis porque, como ficou claro no post anterior, a minha sobrevivência futura reside na agricultura biológica. Agradecida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Diz que a prostituição está a aumentar em Portugal, e isso aborrece-me.

Perante a possibilidade forte (bédaforte) de ficar sem emprego no próximo ano, já tinha delineado um plano estratégico para a minha sobrevivência futura. Sabendo agora que a concorrência está on fire, fico um pouco limitada e, pior do que isso, francamente insegura com a minha falta de experiência profissional. Anda uma pessoa semanas a fio, a perder tempo com listinhas de prós e contras desta e daquela profissão e agora é isto.
Resta-me o plano b, que passa pela agricultura biológica. Tinha ficado em segundo lugar por causa das dores nas cruzes. Toda a gente sabe que a agricultura dá cabo das costas de uma pessoa. Muito pior do que o travão de mão de um carro.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Será que ainda conservo os meus poderes de mulher invisível?... I wish!

Se virem uma pessoa de gorro, boné, capacete, ou qualquer outro objecto que sirva para tapar a cabeça (ainda que o objecto não tenha sido concebido para o efeito), nos lugares mais despropositados, não façam comentários ou sequer lancem olhares que demorem mais do que o estritamente necessário. Compadeçam-se do ar esquizofrénico "por que é que está todo a gente a olhar para mim", misturado com uma ponta (uma grande ponta) de tristeza, da pessoa em questão. Essa pessoa serei eu. Achei que conseguia escadear o meu próprio cabelo. Pois bem, não consigo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Mulher Invisível sou eu.

Junk food é algo que facilmente confundo com um manjar dos deuses, se misturar uma saída tardia do trabalho com o cansaço correspondente e a falta de paciência para cozinhar. A não existência de pequenos seres dependentes da minha pessoa também é um elemento de extrema relevância nesta equação que, quase sempre, me leva até ao macdrive cá da terra. Depois de esperar dois ou três minutos em frente à maquineta falante começo a ficar desconfiada que alguém se esqueceu de lhe mudar as pilhas, ou que a bichinha está afónica. Obviamente, são o cansaço e a fome que me levam a ter estes pensamentos extremamente idiotas, por isso aguardo mais uns momentos. A fila avança à minha frente e acumula-se atrás de mim. Consigo notar uma expressão pouco amigável no rosto da pessoa que espera atrás de mim. Pronto, a bichinha está out - concluo e avanço. Quando finalmente chego ao cubículo onde se encontra a criatura de carne e osso, sou confrontada com uma pessoa de braço ao peito e ar ganzado. Tento abstrair-me daquela figura - que em nada se coaduna com a (supostamente) exigente política de recrutamento de pessoal do dito estabelecimento - e concentro-me no pedido que ele me repete (3 ou 4 menus de não sei quê), para confirmar se é meu. Hum, não é meu. Nem poderia, a menos que a criatura possuísse o poder da adivinhação. Mas não, aquilo é mesmo só um ar ganzado. Escolho palavras de fácil interpretação para lhe explicar rapidamente que durante a longa espera em frente à maquineta, não me foi perguntado nicles. A criatura de carne e osso bloqueia. Apeteceu-me estalar-lhe os dedos à frente da cara e dizer-lhe hellooo?, mas contive-me. Talvez também precisasse de pilhas novas. Finalmente a criatura fala: Se eu não anotei o seu pedido é porque a senhora não parou em frente à máquina. Naquele momento todo o sangue, que (regra geral) circula ordeiramente no meu corpo, sobe-me à cabeça. Os olhos abrem-se a ponto de temer que as órbitas me saltem. Ainda assim, o meu discurso mantém-se num registo aparentemente calmo e repito a explicação. A criatura riposta, enrolando as palavras: Eu tenho estado a controlar aqui na câmara e não a vi. Adeus calma! Está a chamar-me mentirosa?!!! E o raio da criatura nada... (...) e nada, ainda... Foi aflitivo vê-lo fazer várias tentativas de dizer qualquer coisa e... nada. Nem um único som. Não me parece que se possa aplicar aqui a teoria do Síndrome de Estocolmo mas, incrivelmente, este episódio acaba comigo a abandonar a fila, depois de lhe dizer: Olhe, sabe que mais? Adeus. Será que ele sabe que isto é código para: DEIXA AS DROGAS, Ó SEU MONTE DE MERDA!!! (?)
Querido macdrive cá da terra: está tudo acabado entre nós. Pelo menos, enquanto eu conseguir resistir a um wrap de frango e bacon. Arghh.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

24 horas depois.

Sinto-me muito mais madura. Toda eu sou responsabilidade, sapiência e serenidade. Já devia ter feito 36 há mais tempo. Próxima etapa: comprar um bom anti-rugas. Ai fod@-se, as rugas!!! Pronto, a serenidade já era.

Post inteiramente dedicado à SuperSónica...

A SuperSónica sabe por quê. ;)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A isto chama-se: pôr lenha na fogueira.

Alguém me consegue explicar como é possível a senhora primeira dama portuguesa receber uma reforma de 800€, tendo sido professora (de 2º ciclo, até sua excelência seu marido ter sido primeiro-ministro, e universitária, após esse maravilhoso acontecimento político - factos não verificados, que tenho mais do que fazer)?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tenho mesmo que me transformar numa pessoa melhor.

Os últimos dias têm sido um pouco nhié. Toda a gente acha que estou com uma depressão profunda, daquelas que me fará dar um tiro nos cornos a qualquer momento. Mas não. Ando apenas em modo poupança de energia e sem grande paciência para pessoas. Além disso encontro-me a convalescer de uma gripe que me ia limpando o sebo. É verdade, estive muito mal. E, agora que falo nisso, ocorre-me que vocês nem uma canja me vieram trazer. Vou deixar o amuo para depois. Entretanto, nestes serões mais caseiros por motivos de força maior - a tal da gripe - descobri que há um novo programa de televisão que podia muito bem ser meu. Sim, podia ser meu e, neste momento, vocês estariam a ver-me na televisão. A emoção de tal pensamento quase me faz soltar uma lágrima. Ai... era um espirro. Não saiu. Dizia eu que, ao que parece, passei ao lado de uma grande carreira como apresentadora de televisão. Eu e vocês todos. Qualquer um de nós (alegres proprietários de um computador com ligação à internet) poderia fazer o que faz o não sei quê Mourão no seu fantástico programa Gosto Disso. Talvez se chame Gosto Disto (?). Bom, foi mais ao menos nos três ou quatro minutos que passei em frente ao televisor, de pé, a apreciar programa de tão elevada qualidade, que me esqueci do jantar na cozinha. O queixume do fogão trouxe-me de volta para a realidade. Uma realidade em que o desespero me levou a pensar que eu era aquela moça de cabelo curto do Matrix, capaz de me pôr na cozinha em meio segundo. Momentos depois, quando jazia no chão da cozinha, concluí que não. E concluí também que, provavelmente, não devia ter-me permitido aqueles pensamentos menos abonatórios em relação ao não sei quê Mourão. O universo não gostou e fez-me ficar sem jantar. E com um andar novo.
Pronto, agora já posso amuar. A canja, lembram-se?

domingo, 1 de janeiro de 2012

Boa música portuguesa II



E não se ponham com coisas só porque é cantada em inglês, ok? Deixem-se de merdinhas dessas e apreciem.

PS: Juro-vos que há pouco fechei os olhos e pensei que estava a ouvir o Eddie Vedder, carago!

Três quilos depois... (*)

Aproveito para deixar uma mensagem de ânimo, para que possam aguentar com bravura esse tal de 2012:


Nem tudo são más notícias, portanto.

PS: Acreditariam, se vos dissesse - apesar de não ter dado sinal de vida - que alguns de vocês estiveram no meu pensamento nestes dias natalício-festivo-engordativos? Bom, tendo em conta que a minha vida "real" anda muito bem, obrigada, só posso concluir que estou a ficar pieguinhas. Nheca!

Feliz 2012 para todos. 

(*) Desde a última vez que aqui vim escrever (com muito amor e carinho para todos vocês).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

E que o vosso seja tão bom como o meu...

Daqui a 24 horas estarei na minha casa. Rodeada pelas pessoas que me são mais caras. Pelas pessoas que me querem melhor e me fazem sentir, verdadeiramente, importante. O meu corpo vai ser apertado entre os braços dessas pessoas e eu vou sentir uma protecção que não sinto em nenhum outro lugar do mundo. Sentirei o ambiente quente da cozinha no rosto. Pelo meu nariz entrarão odores que não existem em nenhum outro lugar no mundo. Provarei os miminhos preparados pela minha mãe, com o carinho que só ela sabe e que, por isso, também não existem em nenhum outro lugar do mundo. Ajudarei a preparar a ceia de Natal e, outras tantas horas depois, estarei sentada à volta de uma mesa onde não faltarão as iguarias típicas da época. E muito amor. Sim, muito amor, sem prendas nem presentes. Só amor. É assim o meu Natal. E é perfeito assim.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Piada de extremo mau gosto

Aposto que a maioria dos antigos moradores do Bairro do Aleixo foram assistir, de perto, à implosão da torre 5, na esperança de snifar o pó.

Eu avisei que era de mau gosto.

Asseguro-vos que não mereço isto. Nem eu nem a borboleta.

As preocupações ambientais e coiso e tal davam-lhe um ar de Sir David Attenborough meets James Franco... até ele dizer que a borboleta não-sei-das-quantas estava em vias de instinção.





Além disso tenho uma unha do pé a querer encravar, descobri um tufo de cabelos brancos mesmo por cima da orelha esquerda e esqueci-me de comprar coca-cola.
Corto já os pulsos ou como primeiro o pacote de Joaninhas que, com a graça do todo poderoso(?), não me esqueci de comprar?

Todo poderoso: onde estava quando eu passei no corredor da coca-cola? Putz.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Boa música portuguesa





Do novo trabalho do Zé Pedro. Gostei.

A Maria Bethânia que me desculpe mas gosto mais desta versão.

E estou muito envergonhada*...

Hoje, pela primeira na minha curta vida blogosférica, senti uma vontade quase incontrolável de gozar com um blogger... mas contive-me. A muito custo. E o tamanho "himalaiesco" da idiotice fez-me duvidar (ainda que por um brevíssimo momento) se aquilo era mesmo a sério ou a gozar. E termino assim - quase antes de ter começado - porque a tal vontade kinda nasty acabou de ressuscitar...

* Mentira, não estou nada.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Hipoteticamente falando...

Facto (jornalístico, entenda-se) acabado de ouvir na TV:
- O suposto Estripador de Lisboa, que esteve à conversa com a Felícia Cabrita, foi denunciado pelo filho, na candidatura a um reality show.

O "dois-mais-dois-igual-a-quatro" que o meu cérebro (altamente estimulado pelo açúcar de três donuts seguidos) fez logo de seguida:
- Uma qualquer criatura candidatou-se ao Secret Story e escolheu como segredo - "Sou filho do estripador de Lisboa".

(...)

Não!! Não pode ser.... Não faz sentido... Ninguém pode ser tão idiota ao ponto de pensar que pode escrever semelhante coisa, numa candidatura a um concurso de televisão, e que nada acontecerá a seguir... Ou pior: que nada de mal acontecerá ao pai e que, algures no processo, fica famoso e deixa de pagar o cartão na discoteca onde vai ao fim de semana.

Não, pois não?!