sábado, 11 de dezembro de 2010

E esta, hein?

Aqui há uns dois anos, vi um episódio do The Hills, em que duas das protagonistas da série estavam a braços com um problema horripilante: num dos seus primeiros trabalhos como stylistas, minutos antes de um concerto numa discoteca, a cliente (artista desconhecida que ia actuar) encravou o fecho éclair. O problema rapidamente se transformou no momento alto do episódio - a forma como elas conseguiram puxar o fecho e respirar de alívio. Ufa!

A artista desconhecida do episódio, ontem, encheu o Pavilhão Atlântico!

[Talvez esteja aqui a resposta para algumas questões: Por que é que ela usa tão pouca roupa? Por que é que ela se veste com bifes?... Ficou traumatizada com o fecho éclair, pois claro!]

Eu vi um filme do Manoel de Oliveira e sobrevivi!

Parabéns ao Sr. Manoel de Oliveira!
(Pelo aniversário, claro!)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Natal visto…

Pelo Menino Jesus: A globalização venceu-me! Desde que aquele gordo vestido de vermelho apareceu, a minha vida nunca mais foi a mesma. Sem qualquer fonte de rendimento, se não fosse o Banco Alimentar Contra a Fome, o meu Natal seria bem pior! Direitos da Criança, does that ring a bell? Ai e tal as crianças não podem ser vítimas de trabalho infantil. E comida? Como é que eu me sustento sem o meu ganha-pão? Não percebo nada de computadores, arranho mal o Inglês… querem o quê? Que vá para as Novas Oportunidades? E o que é que eu vou pra lá contar da minha história de vida que o mundo não saiba já?

Pelo Pai Natal: Esta época alta mata-me. Mas que raio de emprego fui eu roubar aquele puto de vestido branco! Como é que ele aguentava distribuir esta tralha toda só com um burro velho e teimoso! Tenho que deixar de beber Coca-Cola que, com esta pança (que é só retenção de líquidos… e gases!), qualquer dia não subo o trenó! E com esta idade, e esta imagem gasta, vou fazer o quê? O melhor é enviar já um currículo para a TVI, que lá para Fevereiro já tenho um talk show em horário nobre. Volta Menino! O Tio Claus está cansado.

Pelo Rodolfo: Este velho está cada vez mais pesado. Credo que se não fazes uma dieta, eu peço já a reforma antecipada e quero lá saber da penalização. Ai e tal os direitos dos animais… Cadê! Não me basta ter cornos, carago!

Pela Virgem Maria: Horas de parto difícil pra carago, numa gruta fria e escura, e o que esta gente se lembra no Natal é de saldos na Zara e de peru assado na mesa. Querem ver que tenho de me pôr em cima de uma oliveira, outra vez, assim só naquela de meter um bocado de respeito a esta gente mal agradecida?!

Por S. José: E eu? Tive de assistir aquele parto dificílimo na gruta (e o puto nem sequer era meu), arranjar uma parteira no meio do nada, tive uma capacidade de resposta fantástica (num momento de tão grande aflição), facilmente comprovada por aquela manjedoura de vacas que, tchan ran, se transformou num berço, com colchão de palhinhas fofinhas (momento que, dois mil anos mais tarde, viria a dar um espectacular programa de televisão, de seu nome “Querido Mudei a Casa”)… e ninguém se lembra de mim?

Pela vaca: Ia ficando sem fôlego a mandar bafinhos quentes ao Menino, nas palhinhas deitado, e ele deixa que me transformem na imagem de marca de um insulto requintado ao mulherio, por esse mundo fora. Então nós não tínhamos combinado que essa coisa de eu ser sagrada era no mundo inteiro? Achas que a Índia é o mundo inteiro, carago?!! No meio de tantas escapadinhas para o templo (para dar uma de menino inteligente que percebe das escrituras e tal) deves ter faltado a umas aulas de Geografia. Deves, deves! Fosses lá agora que te recambiavam pró psicólogo com diagnóstico de hiperactividade e distúrbio de défice de atenção, só pra não te armares aos cucos!

Pelo burro: Como se não me bastasse ter tido como companheira bafejadora aquela fingida daquela vaca (que se não fosse eu, a bafejar como deve ser, o Menino ia desta pra melhor com uma hipotermia galopante) ainda tenho de levar com milénios de insultos descabidos a associar-me a acéfalos e teimosos. Menino, és um mal agradecido. E um péssimo gestor: És o filho de Deus e nem o teu emprego consegues manter? E o burro sou eu?

Pelos Reis Magos: Quilómetros a seguir uma estrela no céu, em cima de camelos duros que nem cornos (que durante dias ficámos todos com um andar novo, e nem vamos falar aqui das piadas de mau gosto que tivemos de ouvir por causa disso, mas, como éramos três… digamos que, a palavra ménage caía-nos mal) e quem é que se lembra de nós? E mais grave – quem é que disse que nós chegámos à gruta no dia 24? Hã? A ideia das prendas foi nossa e nem sequer as conseguem dar no dia certo? Nós tínhamos camelos (duros que nem cornos), não tínhamos um jacto privado (com bancos fofinhos e hospedeiras giras)! Ai taaanta dor nas cruzes e no…

E um psicólogo pro bono pra esta gente toda, não há?

Sexo... e então?

Não, não ando por aí completamente desgovernada do juízo e a provocar as pessoas com frases demoníacas. E se andasse? O que é que vocês tinham a ver com isso? Hein?

O título deste post é também o título de uma exposição que hoje fui ver, ao Pavilhão do Conhecimento, com uma amiga e as suas duas filhas adolescentes.
É uma exposição interactiva sobre educação sexual, em que os adolescentes, de uma forma criativa e muito divertida (mas com seriedade) encontram respostas para as suas dúvidas relativamente a este tema. Os afectos, as mudanças físicas na puberdade e as pressões que os jovens sofrem no grupo de amigos, são alguns dos temas explorados. E sempre com jogos e pequenas actividades muito apelativas.
Vale a pena, tanto para adolescentes, como para pais ou educadores, ou, simplesmente, para pessoas interessadas no tema.

Espreitar aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A pergunta-armadilha: “que idade me dás?” (*)

E fazem-na, quase sempre, como se esperassem surpreender-nos com a sua magnífica jovialidade. A própria entoação da frase, aliada ao sorriso pseudo-misterioso, assemelha-se a qualquer coisa como: “eu tenho 38, mas parece que tenho 25 e tu vais ficar aparvalhada com o meu admirável estado de conservação”. E eu sinto-me sempre “entre a espada e a parede”! E, para ganhar algum tempo, simulo aquele ar de quem faz um rapidíssimo cálculo de “3x9, 27”, sempre tentando disfarçar o pensamento malvado de: «aparentas praí 45 mas como tas cheia de cenas deves ter menos, por isso é melhor eu dizer uns 38 porque também não convém exagerar que vê-se logo que tou a mentir». "Como é que adivinhaste?", num tom do mais desiludido que há, mas tentando disfarçar a frustração.
E eu fico um passinho mais perto do Inferno, só porque alguém precisou de um snack psicológico para alimentar o ego. Valia mais pedirem uma festinha na cabeça, ou um cupão de desconto do Minipreço – que eu, se o tivesse, dava-o.
Para quê tanta apoquentação com a idade?
Lembram-se de quando tinham 15 anos e queriam ter 18 para puderem conduzir? E de quando tinham 18 e queriam ter 25 para terem um trabalho e uma casa só vossa? Por que é que a partir dos trinta há tanta gente a querer voltar para trás?!

Possível solução para este dilema cronológico: Cresçam!

(*) Que é como quem diz: “Dá-me lá menos 10 anos que esta semana ainda não me lamberam o ego e, não tarda nada, desidrata!”

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

José Sócrates dixit: Deixem-me puxar a brasa à minha sardinha

Acerca dos “espectaculares” resultados dos alunos portugueses em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências (segundo relatório da OCDE).

E depois daquela frase a minha imaginação voou… e ainda não me consegui libertar da imagem do nosso ilustre primeiro a assar sardinhas e a cantarolar: “estava a assar sardinhas com o lume a arder, queimei a pilinha sem ninguém saber…”

Queimou?
Isso explica muita coisa!

PS: Terão os observadores da OCDE visto algum Exame Nacional do 9º ano? E alguma Prova de Aferição do 6º ano?

É que eu já vi, e isso também explica muita coisa!

Eu acho que o Éric Cantona está a pensar dedicar-se ao mundo do crime

Levantem o vosso dinheiro todo dos bancos que eu e o meu “Gang do Multibanco” limpamos-vos a cheta toda! Levantem! Levantem! (Cantona esfrega as mãos enquanto semicerra os olhos e põe a ponta da língua de fora)

Aposto que o Zidane será o cabeçadas cabecilha do Gang!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Coisas que nunca deviam ter acontecido

O Matrix, o filme.

É doloroso ver constantes repetições daqueles efeitos especiais, passados tantos anos. Vistos pela primeira vez têm a sua piada. Conseguem abrir uma ou outra boca mais distraída, soltar um ou outro “uau” ou “tchiii”. Mas, quando multiplicados noutros filmes, over and over again, tornam-se enfadonhos.

A menos que o John Malcovich tenha uma pontaria do carago e, nesse caso, reduzo-me já à minha insignificância! E, se assim for, até compreendo as roupinhas que o senhor agora costura. É que para ter aquela pontaria no filme é normal o senhor ter ficado com a vista cansada. Daí aquelas fatiotas, assim um pouco para o… diferente, vá.

E, a beber tanto Nespresso, não sei como não lhe tremelicou a mão. Não sei mesmo!

John Malkovich (*)
(*) Tentando provar que beber muito Nespresso não deixa a língua amarela.

(Eu gostava era que a fotografia não fosse a preto e branco...)

Lost in translation

Pedir um carioca (não posso beber café) num estabelecimento comercial pode ser meio caminho andado para um momento constrangedor… quando o empregado do café é brasileiro e ainda ninguém teve a amabilidade de lhe explicar o que é um “carioca”!

E como os brasileiros são safadinhos, houve ali um momento (que pareceu uma eternidade) em que o carioca (de carne e osso) não arredava pé e me lançava um olhar lascivo à “Martini Man” (embora estivesse mais para deputado Piririca).

E eu, senti as faces a aquecer (coisa que acaba por ser uma espécie de ciclo vicioso: sinto o calor nas bochechas, percebo que estou vermelha, fico envergonhada por estar vermelha, e isso leva-me a enrubescer em espiral…) porque não percebi a que se devia tal assanhamento despropositado. “Á sinhóra pedjiu o quê?”.

[Hã? Ai carago!]

- É um café sff!

[Prevejo uma insónia terrível para hoje à noite!]

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ai que “módafócas”, esses controladores aéreos espanhóis

Fazem greve e, de repente, toda a gente se lembra que ontem, hoje ou amanhã, tinha de estar não sei onde a fazer não sei o quê. De preferência longe daqui, num destino glamouroso, jamais ao alcance do comum dos mortais que, quando muito, vai para Vila Nova de Foz Côa em Agosto e para Fornos de Algodres na Páscoa. Uma chatice!
Não fosse eu uma pessoinha do mais distraído que há e oferecia-me já para ir dar uma forcinha no controle do espaço aéreo de nuestros hermanos. Mas não, ninguém haveria de querer tal coisa. Um verdadeiro espectáculo de fogo-de-artifício no aeroporto. Mas mais barulhento e com fumo negro à mistura! E sirenes, muitas sirenes! E eu a dizer “ai ai ai ai”, com a fuça colada ao ecrã e as mãos na cabeça. Ou então como na imagem, o caos à minha volta e eu a tentar dizer "nó sê ló quê sê pássá?!... Qui és êstô?!"

Sobre a hipocrisia familiar (bem ao estilo da época natalícia)

A minha tia casou! Não houve boda, não houve vestido de noiva nem bolo, não houve sequer convites. A família está ofendida: “casou e não disse nada!”. Pois claro! Infernizaram-lhe a vida, fizeram-na sentir-se anormal por se ter “apaixonado depois de velha”, nem sequer quiseram conhecer o namorado, agora marido, e queriam tratamento VIP!
Ah ganda tia! Felicidades!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aceitam-se sugestões para imobilizar o braço direito sem correr o risco de espetar o bólide num muro qualquer!

Gostava de perceber qual a razão (se é que há alguma) que leva a maioria dos camionistas deste país a apitar e a fazer sinal de luzes às mulheres que os ultrapassam! Desculpem-me os condutores de pesados que não sofrem deste distúrbio inquietante, este post não é para nenhum dos dois!
Haverá alguma mensagem pertinente por detrás de tal comportamento?

Será qualquer coisa do género…
«Olha-me só esta vaca que me está a ultrapassar com um carrito de merda que se eu quisesse dava uma guinada no volante e havia de ser bonito ver os gajos do INEM, com uma espátula, a raspar as tripas dela debaixo do meu chassi!»

Ou será antes…
«Oh minha ganda boazona… encosta o carrinho aí na berma que aqui o papá vai-te ensinar a “meter marcha-atrás” no camiãozinho que tu nunca mais vais querer outra “caixinha de mudanças”!»

Não sei! Até podem existir outras hipóteses, no entanto, qualquer que seja a razão (se é que posso usar semelhante vocábulo como “razão”), não gosto! É coisinha para me tirar do sério!

Para além de ser extremamente perigoso levarmos com uma apitadela monstruosa (daquelas de nos fazer saltar o coração até à boca e ficar a bater entre os dentes do maxilar superior e inferior) em plena ultrapassagem!

E, ainda por cima, esta prática comum entre a maioria dos condutores de pesados deste país, faz despertar (ainda que por breves segundos) a brejeira que mora dentro de mim! E confesso que a minha “resposta” acaba por ser um momento muito pouco elegante (que envolve o suave vislumbre do meu dedo médio por entre os bancos da frente). E não é bonito. Eu sei!

E é desgastante ter de fazê-lo tantas vezes quantas os máximos do camiãozinho se acendem, novamente, até que o dito veículo desaparece do ângulo de visão do meu retrovisor (momento em que, finalmente, recupero o juízo e volto a controlar os movimentos do meu braço direito, que há segundos atrás parecia possuído pela Gisela do “Masterplan”).

Figuras tristes, é o que é. Mas ele é que começou! E nem cheguei a saber o que ele queria. Se é que ele queria alguma coisa!?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Maratona de Cartas 2010 - Caso # 5: Um tunisino condenado à morte com base numa confissão feita sob tortura

A propósito disto!


President Zine El Abidine Ben Ali
Palais Présidentiel
Tunis, Tunisia




Your Excellency,



The case of Mr. Saber Ragoubi has been brought to my attention by Amnesty
International. Saber Ragoubi was among 30 people arrested in the area around
the town of Soliman, near the Tunisian capital, Tunis, who were convicted of
security related charges including conspiracy to overthrow the government, use
of firearms and belonging to a terrorist organization. He has been sentenced to
death for these alleged offences, even though the trial before Tunis Court of First
Instance was unfair, and his conviction based on confessions he told the court
he made under torture. Furthermore, no investigation into his allegations of
torture has been ordered by the court.



I, hereby, entreat your Excellency to commute Saber Ragoubi’s death sentence
and ensure he is treated humanely in prison.



I would also like to urge your Excellency to end Mr. Saber Ragoubi’s isolation
and allow him to meet with his family.



Moreover, I appeal to your Excellency to order a fair retrial for Saber Ragoubi and
all the men arrested with him and disregard any evidence obtained under torture
and other ill-treatment.



Yours Sincerely,

Maratona de Cartas 2010 - Caso # 4: Uma chinesa presa e torturada várias vezes por lutar pelos direitos das mulheres chinesas que querem ter filhos

A propósito disto!


WEN Jiabao Guojia Zongli
The State Council General Office
2 Fuyoujie
Xichengqu
Beijingshi 100017
People's Republic of China



Your Excellency,



The case of Mrs. Mao Hengfeng has come to my attention through Amnesty
International. Due to her work defending women’s reproductive rights and
victims of forced eviction and her support of human rights defenders, Mrs. Mao
Hengfeng has been repeatedly imprisoned and also repeatedly tortured.



I would like to appeal to your Excellency to release Mao Hengfeng immediately
and unconditionally.



I would also like to call on your Excellency to order a full and impartial
investigation into the torture and other ill-treatment that Mao Hengfeng has
suffered in custody, and bring those responsible to justice.



I would also like to entreat your Excellency to guarantee that Mao Hengfeng and
other human rights defenders will be free to carry out their peaceful and
legitimate activities without fear of arbitrary detention or harassment.





Yours Sincerely,

Maratona de Cartas 2010 - Caso # 3: Uma senhora guatemalense que sofre repetidas ameaças de morte por prestar apoio legal a mulheres vítimas de violação

A propósito disto!


Lic. María Encarnación Mejía de Contreras
Fiscal General de la República y Jefe del Ministerio Público
15ª Avenida 15-16, Zona 1, Barrio Gerona
Ciudad de Guatemala, GUATEMALA



Dear Attorney General,



The case of Mrs. Norma Cruz has come to my attention through Amnesty
International.



Norma Cruz and her colleagues at the Survivors' Foundation provide essential
services to women who suffer acts of violence. They run a crisis centre for
victims of sexual violence and offer support for those who are brave enough to
take action through the courts and bring those responsible to justice. As a result
of her work, Mrs. Norma Cruz has been repeatedly threatened with death since,
at least, 2008. Some of her relatives have also suffered threats and attacks.
Since May 2009, all the threats that Norma Cruz has received have been related
to Survivors’ Foundation’s provision of legal assistance in the case of a girl who
was raped.



In spite of her repeated calls for justice, no one has been brought to account for
these threats - Norma Cruz and other human rights defenders in Guatemala face
constant danger.



I would like to call on you to carry out a swift, full and impartial investigation
into the death threats against human rights defender Norma Cruz.



I would also like to, through you, urge the Guatemalan authorities to respect the
1998 Declaration on Human Rights Defenders, adopted by the UN General
Assembly, that highlights the state’s duty to protect human rights defenders and
to guarantee that they can carry out their work without obstacles or fear of
reprisals; and implement the recommendations issued by the UN Special
Rapporteur on the situation of human rights defenders on 16 February 2009.



Yours Sincerely,

Maratona de Cartas 2010 - Caso # 2: Uma senegalesa que desconhece o paradeiro do marido, depois de este ter sido levado pelo exército em 1999, por suspeitas de pertencer a um movimento de forças democráticas

A propósito disto!

Monsieur Cheikh Tidjane Sy
Ministère de la Justice
Building administratif BP
4030 Dakar
SENEGAL





Your Excellency,



The plight of Khady Basséne has come to my attention through Amnesty International.
On August 4 1999, Mrs. Basséne’s husband, Jean Diandy, was arrested by soldiers at
his home, because he was suspected of belonging to the Democratic Forces of
Casamance Movement (MFDC, Mouvement des forces démocratiques de la
Casamance). Another man arrested with Mr. Diandy was later released without any
explanation but Jean Diandy remained in detention.



Khady Bassène went looking for her husband in the military camp and at the police
station, but was unable to obtain any information on his whereabouts. On August 31
1999, she filed a complaint for the illegal arrest and detention of her husband. After the
inquiry was initiated, the case was dismissed by the court on August 7 2000; however,
Khady Bassène was not informed of this decision and was therefore deprived of the
right to appeal it.



Khady Bassène now lives in the outskirts of Ziguinchor. She is in poor health and too
weak to work. She is currently living in the house of a distant relative. Although this
relative had initially given his consent for her to live there without paying rent (without a
signed formal agreement), the owner has recently announced that he wants to move
back into the house. Hence, Khady Bassène is at risk of eviction and has nowhere else
to go.



Therefore I would like to appeal to your Excellency to order that the investigation into
the death of Jean Diandy is re-opened and the suspected perpetrators be brought to
justice. Khady Bassène wants to know what happen to her husband so she can grieve,
and to receive financial reparation for his disappearance so she can be financially
independent and live in dignity without fear of eviction. I would also like to call on your
Excellency to break the cycle of impunity regarding human rights violations in Senegal
at all levels.



Yours Sincerely,

Maratona de Cartas 2010 - Caso # 1: Um grupo de romenos desalojado à força e posteriormente realojado numa zona de potencial perigo tóxico

A prpósito disto.

Ráduly Róbert Kálmán
Mayor of Csíkszereda
Municipality of Csíkszereda
Vár tér 1. 530110, Csíkszereda
Harghita county
Romania

Dear Mayor,



It has come to my attention through Amnesty International that in June 2004,
around 100 Roma people were forcibly evicted from their home on Pictor Nagy
Street in a town called Miercurea Ciuc. Around 75 of them are now living in
metal cabins and shacks right next to a sewage plant. The conditions are
unsanitary and a horrible smell of human excreta hangs permanently in the air.
The Roma were told that the move was temporary, but nearly six years later, the
local authorities have no plan to relocate them to adequate housing. The rest of
the community evicted from Pictor Nagy Street is living by a garbage dump two
kilometres outside the town.



The families were removed from their home against their will and the authorities
did not follow the safeguards for evictions laid down by international law: they
were not given the opportunity to challenge the eviction decision and they were
given no opportunity to engage with the decision-making process and influence
their own future.



Therefore I would like to appeal to your Excellency to engage in a genuine
consultation with Roma living by the sewage plant in Primaverii Street and those
who moved next to the garbage dump, to identify a relocation site and alternative
housing which comply with the requirements of international and regional
human rights law and standard. Housing is a human right and alternative and
adequate housing for all Roma living on Primaverii Street should be provided,
regardless of the nature of their tenancy, in a safe and healthy location.
Furthermore, I would also like to call on your Excellency to devise a plan to
facilitate the integration of the Roma within the broader community of
Csíkszereda.



Yours Sincerely,

Maratona de Cartas 2010! Querem participar? (Porque os blogues também servem para isto!)

Todos os anos, a Amnistia Internacional (AI) reúne pessoas pelo mundo inteiro com um objectivo: denunciar casos de violação dos direitos humanos. Esta altura do ano é escolhida simbolicamente, uma vez que no próximo dia 10 de Dezembro se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A violação dos direitos humanos acontece, quase sempre, no segredo, contando com o silêncio e o medo de quem é abusado. A Maratona de Cartas é isso mesmo: milhares de pessoas, no mundo inteiro, a escrever cartas para dirigentes parlamentares, presidentes de países, chefes de polícia, etc.

O objectivo é “entupir” as caixas de correio dos destinatários com milhares de cartas, mostrando que o mundo sabe o que se passa, que o segredo acabou!

No ano passado foram escritas em Portugal mais de 3000 cartas!

Para aqueles que estão em perigo, cada carta funciona como "uma voz na escuridão", dando-lhes conforto e esperança. E, nalguns casos, já ajudou a encontrar pessoas “misteriosamente desaparecidas”.
Todos os anos, a AI escolhe cinco casos (de acordo com a sua gravidade). Os deste ano acabaram de chegar à minha caixa de correio.

É só copiar a carta escrita pela AI, assinar e enviar.

Basta assinar o primeiro e último nome (e nem precisa de ser o nome verdadeiro, o importante é o número total de cartas e não quem a escreveu) e o nome do vosso país.

Se não puderem enviar (devido ao preço do selo) podem fazer chegar a(s) vossa(s) carta(s) à AI e eles enviam. Basta procurarem, na net, informação sobre um núcleo da AI perto da vossa localidade.

Pessoas que tenham dificuldade em escrever também podem imprimir a carta e assinar em baixo (embora manuscrita tenha maior impacto).

Nos próximos post’s vou publicar as cartas. Se quiserem participar…

Não custa nada e significa muito!

Esta campanha decorre até ao dia 10 de Dezembro!

Vá lá! Participem! É (quase) Natal, carago!!!!

Não aconteceu mais nada no país?

“Gosta de neve? / veio ver a neve? / é a primeira vez que vê tanta neve junta? / Foste tu que fizeste este boneco de neve? ...”

Catorze minutos deste tipo de “notícias”… Enjoa um bocadinho.

Ok, é bom não ouvir falar de crise, FMI, OE, apertar o cinto, austeridade, etc. etc., durante uns minutos, mas já chega de neve, carago!

Imaginem o tédio dos noticiários em Sonnblick.

13h 18m – já começaram a falar no corte das reformas. Esta minha grande boca…

Quero vizinhos normais, daqueles que tocam para pedir açúcar e sal!

Triiiim triiim…
Vizinha nova (encostada à parede): Olá...
PFIA: Olá…
Vizinha: Pode levar-me ao hospital?
PFIA: Claro! Está mal disposta?
Vizinha: Tomei uma caixa de comprimidos…
PFIA: Hã?
Vizinha: Sim, pra morrer…
PFIA (em panic mode): O quê?

Procura de chaves, mala e outros objectos de extrema importância e em pouco menos de cinco minutos… carro… hospital.

Enquanto estava na sala de espera do hospital, e depois de perceber que a coisa não era tão grave assim, apeteceu-me ir lá dentro, procurá-la e dar-lhe um par de estalos, bem dados!

Parece que já é conhecida no hospital por este tipo de actividades circenses. Ainda tive de levar com o marido (que foi lá ter) a justificar-se que aquilo não era por causa dele, era por causa “das inseguranças dela” e que passa pouco tempo em casa, por causa do trabalho, e que no dia anterior tinham discutido... blá blá blá blá...
Oh que carago (agora apeteceu-me mesmo ir a direito)! Isso quer dizer que daqui prá frente, serei uma espécie de ambulância privada? Que devo elaborar um plano de emergência, altamente eficaz, para quando a campainha tocar? Será conveniente dedicar os meus tempos livres a fazer simulacros para melhorar o meu tempo de resposta? Alguém se oferece para fazer de "vítima"?