quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

E que o vosso seja tão bom como o meu...

Daqui a 24 horas estarei na minha casa. Rodeada pelas pessoas que me são mais caras. Pelas pessoas que me querem melhor e me fazem sentir, verdadeiramente, importante. O meu corpo vai ser apertado entre os braços dessas pessoas e eu vou sentir uma protecção que não sinto em nenhum outro lugar do mundo. Sentirei o ambiente quente da cozinha no rosto. Pelo meu nariz entrarão odores que não existem em nenhum outro lugar no mundo. Provarei os miminhos preparados pela minha mãe, com o carinho que só ela sabe e que, por isso, também não existem em nenhum outro lugar do mundo. Ajudarei a preparar a ceia de Natal e, outras tantas horas depois, estarei sentada à volta de uma mesa onde não faltarão as iguarias típicas da época. E muito amor. Sim, muito amor, sem prendas nem presentes. amor. É assim o meu Natal. E é perfeito assim.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Piada de extremo mau gosto

Aposto que a maioria dos antigos moradores do Bairro do Aleixo foram assistir, de perto, à implosão da torre 5, na esperança de snifar o pó.

Eu avisei que era de mau gosto.

Asseguro-vos que não mereço isto. Nem eu nem a borboleta.

As preocupações ambientais e coiso e tal davam-lhe um ar de Sir David Attenborough meets James Franco... até ele dizer que a borboleta não-sei-das-quantas estava em vias de instinção.





Além disso tenho uma unha do pé a querer encravar, descobri um tufo de cabelos brancos mesmo por cima da orelha esquerda e esqueci-me de comprar coca-cola.
Corto já os pulsos ou como primeiro o pacote de Joaninhas que, com a graça do todo poderoso(?), não me esqueci de comprar?

Todo poderoso: onde estava quando eu passei no corredor da coca-cola? Putz.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Boa música portuguesa





Do novo trabalho do Zé Pedro. Gostei.

A Maria Bethânia que me desculpe mas gosto mais desta versão.

E estou muito envergonhada*...

Hoje, pela primeira na minha curta vida blogosférica, senti uma vontade quase incontrolável de gozar com um blogger... mas contive-me. A muito custo. E o tamanho "himalaiesco" da idiotice fez-me duvidar (ainda que por um brevíssimo momento) se aquilo era mesmo a sério ou a gozar. E termino assim - quase antes de ter começado - porque a tal vontade kinda nasty acabou de ressuscitar...

* Mentira, não estou nada.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Hipoteticamente falando...

Facto (jornalístico, entenda-se) acabado de ouvir na TV:
- O suposto Estripador de Lisboa, que esteve à conversa com a Felícia Cabrita, foi denunciado pelo filho, na candidatura a um reality show.

O "dois-mais-dois-igual-a-quatro" que o meu cérebro (altamente estimulado pelo açúcar de três donuts seguidos) fez logo de seguida:
- Uma qualquer criatura candidatou-se ao Secret Story e escolheu como segredo - "Sou filho do estripador de Lisboa".

(...)

Não!! Não pode ser.... Não faz sentido... Ninguém pode ser tão idiota ao ponto de pensar que pode escrever semelhante coisa, numa candidatura a um concurso de televisão, e que nada acontecerá a seguir... Ou pior: que nada de mal acontecerá ao pai e que, algures no processo, fica famoso e deixa de pagar o cartão na discoteca onde vai ao fim de semana.

Não, pois não?!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Em Braga (where else?)...

Os meus 35 anos (bem adiantados) continuam a dar-me direito ao tratamento por "menina". E isto contrasta claramente com o tratamento que me dão aqui em terras do centro viradas pró mar. Conclusão: tenho que ir a Braga mais vezes. 

(Uma pessoa até sente a pele da fronha a esticar, carago!)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mal dou a última pincelada...

Apodera-se de mim uma urticária generalizada - mais ao menos desde o couro cabeludo até aos dedos dos pés. É um sofrimento que, no seu auge, só encontrará par numa qualquer sala de interrogatório chinesa, onde se pratique uma qualquer tortura capaz de chibar a própria mãe. O que me vale é que, morando sozinha, posso permitir-me a ficar em posições extremamente embaraçosas para conseguir coçar-me, até sentir aquela dor esquisita que indica que já se coçou o suficiente, e que estamos prestes a rasgar a pele. Neste complicadíssimo processo conto sempre com a preciosa colaboração de um móvel ou de uma ombreira de uma porta. 
Ainda não delineei uma estratégia eficaz para aquelas ocasiões em que, ao invés da comichão obsessiva-compulsiva, sou acometida por uma bexiga prestes a explodir. Uma bexiga que cinco minutos antes estava perfeitamente sossegada e, de repente, acorda prá vida. Não me parece que uma algália seja a solução para os meus problemas. Pessoas que vivem sozinhas padecem, muitas vezes, do síndrome de ai-se-me-dá-aqui-uma-coisinha-má-ainda-me-encontram-praqui-toda-desfraldada... Não gosto da imagem mental em que a minha pessoa é encontrada pelos paramédicos, a meio do complicadíssimo processo de pintar as unhas, e com uma algália a reboque. Olhó níbel!

Boas notícias!

Finalmente mandei mudar o óleo e o filtro de óleo do carro. Ainda não foi desta que o deixei morrer desidratado. Próxima etapa: testar a determinação das pastilhas dos travões (mas só até aquele ponto em que a pastilha se encontra com o disco - hope so!). 

[Ouvem-se meninos dizer assim (enquanto abanam a cabeça em jeito de reprovação): mulheres, pfffff!]

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quite frankly retarded (eu, às vezes...)

Tenho andado francamente aborrecida (eu diria mesmo, irritada) com a ergonomia de uma embalagem de café. Não há vez nenhuma que vá fazer um café e não lhe dirija meia dúzia de insultos, num monólogo ligeiramente psycho.

Há pouco fui pôr o pacote de Lúcifer no recipiente de cartão. Quis certificar-me de que nunca mais comprava aquela marca e fitei-a de vários ângulos diferentes, antes de a esventrar com todas as forças do meu ser (tudo em nome da reciclagem, obviamente!).

Foi então que vislumbrei uma série de setinhas que apontavam para os seguintes dizeres: Abertura fácil.



Embaixadas? Isso serve pra quê? Ora 'bamos lá definir prioridades, sff!

Natal: Jardim gasta três milhões em iluminações

Pode ascender a cinco, quase metade dos 12 milhões de euros que Governo vai poupar com fecho de sete embaixadas.
Por Jornal de Negócios Online 

 

[Ninguém pára este tipo? Não?... Ah, pronto... Tá bem.]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Isn't it ironic?

Alguém querer expressar o seu profundo desagrado pela falta de omnisciência de outrem, redigindo o seguinte comentário: Santa burriçe!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quite frankly mental (eu, às vezes...)

Há quem tenha gatos de estimação, cães de estimação e, até, outros bichos menos convencionais. Eu tenho duas moscas. Cá em casa é raro haver moscas, agora tenho duas. Apareceram há dois dias e, obviamente, já as podia ter esborrachado com um jornal (nhec!) - de preferência um que tem o Passos Coelho na primeira página - mas ainda não o fiz. Não foi por causa do nhec, muito menos por compaixão (?), mas sim pela sensação de controle e de poder que a coisa me dá: quando eu quiser, elas vão desta pra melhor... Quando eu quiser. 
[Será que Freud explica?]

domingo, 13 de novembro de 2011

Acabei de passar por uma experiência traumática...

Carreguei no número 4 do telecomando e dei de caras com a Susana do Secret Story.
:)8<

Quase perfeita...

... a tarde de hoje. Som de trovões quase ininterrupto, clarões que rasgam o céu por toda a parte, e o barulho da chuva, ora forte, ora suave. Sim, eu gosto - call me weird, I don't care. 
Mas depois lembro-me daquelas pessoas que vivem em autênticas casas de cartão e que, provavelmente, passaram a tarde a (tentar) salvar os seus bens, sempre com a angústia de, a qualquer momento, ficarem soterradas entre os mesmos. E depois lembro-me das que vivem na rua, e é nessa altura que quero que o universo dê tréguas. Já chega.
Não tenho a casa dos meus sonhos (provavelmente nunca terei), mas tenho uma casa. Sou uma sortuda, pá!

A chuva parou.
Obrigada.

sábado, 12 de novembro de 2011

[Ai...]

Hoje, a Dona Maria quis confirmar se ainda tenho o mesmo número de telemóvel que lhe dei há quatro anos atrás. Tem-no guardado na agenda mas nunca o marcou, apesar de já ter precisado uma ou duas vezes. Não gosta de incomodar as pessoas, diz ela. Mas hoje o discurso foi diferente. Não se tem sentido bem e acha que mais dia menos dia vai precisar da minha ajuda. E eu, que estou mais habituada a admirar o vigor e a juventude que emana do alto dos seus 85 anos, fiquei com o coração muito apertadinho. Mesmo!

Acabei de ouvir bater uma porta lá em baixo. Que barulhinho tão bom.

Eu também acho que sim...

Este ano a Popota está um bocadinho Poputa, não está?
By Nilton

Não é propriamente uma dica de um creme ultra-mega-espectacular, mas pode vir a ter a sua utilidade...

Pedido: Agradeço aos senhores que depilam as sobrancelhas e são fãs da Britney Spears, que não abusem da menção à Al Qaeda, para não lixar o esquema todo ao pessoal que precisa mesmo, ok? Obrigada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"Vocês são mais burros do que eu pensava!"

Diz o Pedro Granger com um ar alucinado. 
Sim, são um pouco burros. Mas o burro maior é o responsável pela escolha do apresentador. Que apresentador tão nheca. Quase tão mau como a Nayma a apresentar o Projecto Moda. Eu disse: quase. 
Malvado Carlos Cruz... Porque te portaste tão mal?... Hein?
Mas... não voltes! Não estás perdoado.

sábado, 29 de outubro de 2011

Ena, tanta gente...


Pronto, se quiserem saber quantos somos agora, cliquem na imagem...

PS: Estou com uma gripe terrível há quase uma semana. Ainda assim arrastei-me até ao pc para partilhar isto com vocês (só pra terem a noção de como vocês são importantes pra mim e, no fundo, de como sou "bédacrida"...)... 

Aaaaaaatchim!!! Damn...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma lufada de ar fresco, nem sempre é uma coisa boa...

Meninas, façam o favor de concentrar a vossa atenção nas laterais da imagem. Keep focused, for god's sake!

Attention, please!

Vou dizer isto muito de-va-ga-ri-nho, para prolongar o momento:

Eu, sozinha, consegui mandar o meu vírus de estimação para os quintos dos infernos... (ouvem-se aplausos)... Obrigada, obrigada, obrigada...

PS: Who needs a man, when you got a brain? :D

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por falar em bad karma...


O stalker da Fátima não desampara a loja. Só não percebi a obsessão da outra criatura com isso do cinto e das calças... A menos que seja a mesma pessoa (?). Se a Fátima soubesse disto, aposto que preferia ter uma borbulha do tamanho do Etna na cara. I'm feeling a little bit better now.

:º)  «--- Happy smile com borbulha do tamanho do Etna na cara.

Nota mental para a manhã de manhã: Wake up, Grab a brush and put a LOT of makeup...



Já tenho acentos no pc... em compensação nasceu-me uma borbulha na cara, do tamanho do Etna. Mas que bad karma é este, carago?!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aposto que fiquei com a m£rda dos chacras todos desalinhados...

Tenho um virus no pc que me obriga a escrever como uma adolescente imberbe e ignorante - sem acentos. Nao e' que eu nao tenha acentos, eu tenho e' acentos a mais.

Breve exemplificaçao:
O c~~ao da vizinha ´´e um chato que n~~ao se cala a noite toda. ``A pala dele n~~ao dormi quase nada.

(volto, agora, a escrever como uma adolescente imberbe e ignorante)

Parece que a bichesa se chama Bugbear (filho d'uma ganda pu(piiiiiiiiiiiiiii)ta!!). Mas deixe-mo-la agora de lado, sossegadita no seu lugar (sit, motherfucker!).

Na sexta feira fui a um european lunch onde tive a infeliz ideia de provar arenque (berke!!). Queria ser polite com o noruegues alto e espadaudo (e lindo), e isso custou-me 5 minutos da minha preciosa vida a esfregar as maos na casa de banho, pra me livrar do cheiro nauseabundo do petisco. Depois afinfei-me num naco de presunto de ovelha (o croata tambem era giro, pa!) e passei os 5 minutos seguintes da minha preciosa vida a controlar o vomito. Penso que foi mais ao menos nessa altura que troquei meia duzia de palavras com um turco que me perguntava, a cada dez segundos: Is this pork? O pequeno monstro que ha dentro de mim (particularmente atiçado com o arenque e o presunto de ovelha - que dançavam lambada algures entre as minhas amigdalas e o meu estomago) quase lhe disse que os croquetes eram petisco seguro. Eu disse QUASE!

Querido universo: Tira o virus do meu pc sfff... Eu juro que nao deixei o turco comer porco... Juro!! (smile)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A gafe do seculo...

PFIA avista uma pessoa a coxear. PFIA conhece essa pessoa ha pouco tempo mas, ainda assim, ao cruzar-se com ela - como mandam as regras de boa educaçao - pergunta-lhe: "Oh... Magoaste-te?"
(...)
"Nao... eu ja nasci assim..."

(momento ridiculamente embaraçoso)

A dizer em minha defesa:
Eu nunca tinha visto a pessoa em pe! [«--- Aspecto da MAIOR importancia!! Ler novamente, sff!]

PS: Nota-se muito que estou sem acentos?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PFIA's fashion statement

Comprei umas calças na Zara. Já posso ir assistir a um desfile da ModaLisboa?
(...)
Acabou? Como, acabou??? Damn!

domingo, 9 de outubro de 2011

E o megafone? Que falha!!!!

Ver uma limousine branca desfilar pelas ruas de uma qualquer cidade média portuguesa não é coisa que se veja todos os dias. Chama a atenção, pois chama. Menos quando desfila com ligeireza pelas avenidas principais, mais quando dá 30 voltas à mesma rotunda, num grito de desespero pela atenção dos mais distraídos, e muito mais ainda quando fica entalada num qualquer cruzamento de dimensões menos apropriadas. Neste último caso, logo que passa o entusiasmo de se estar a ver uma limousine branca na terrinha - momento que, obviamente, leva o zé das couves a sacar do telemóvel para registar o momento épico - começa a sinfonia de buzinadelas. Sai da frente ó nabo! Uuuh, não tens unhas pra isso ó paneleiro! E por aí fora...
Calculo que o ocupante da limousine branca, cuja foto estava colada em todos os vidros do veículo - um tal de Ângelo Rodrigues, que parece que agora também é DJ (hã?) - não tenha apreciado, particularmente, este momento. É coisa para arreliar qualquer pessoa low profile.

Eu gostava...

Que as máquinas fotográficas viessem com um dispositivo, semelhante ao sistema anti-roubo de algumas máquinas multibanco, e jorrassem tinta (litros dela), de cada vez que mulheres adultas posam, fazendo aquela coisa esquisita com a boca.

"Percam" dez minutos do vosso domingo a ver isto...



Este projecto foi-me dado a conhecer por uma colega de trabalho. Vi fotografias da "filha adoptiva dela", uma menina indiana linda que lhe escrevia emails de fazer chorar as pedras da calçada... Disse escrevia porque está desaparecida há algumas semanas. A AMURT - que julga tratar-se de mais um caso de rapto de meninas para casamento precoce - informou prontamente do seu desaparecimento, para cessar o envio do dinheiro, embora tenha aconselhado a adopção de outra criança. Há muitas à espera de ajuda.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

«Narcissistic and so shallow»

Deviam inventar um gadget que nos permitisse ficar com um corpinho Danone, sem termos de levar com os trogloditas/armários que povoam os ginásios, e que acham que a nossa vontade de acabarmos o dia debaixo deles é proporcional ao tamanho dos bíceps que alimentam, religiosamente, com o batido de proteínas. Talvez tenha sido por isso que, durante a visita ao pardieiro, não me saía da cabeça o Marilin Manson a cantar We're all stars now in the dope show... E, enquanto o fulano me falava dos horários, e da jóia e blá blá blá, eu tive que fazer o exercício mental de me teletransportar para um campo de refugiados no Darfur... para não me desmanchar a rir! Conclusão: ainda não é este ano que a minha figura franzina fica com um ar de Megan Fox meets Halle Berry. Buáh!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Estou a dar as últimas... Oh se estou...

Pequenas distracções são o pão nosso de cada dia na minha vida. Ainda hoje de manhã fiz as delícias do empregado da mercearia, ao fazer-me passear pelo dito estabelecimento comercial de braguilha aberta. Era muito cedo, saí de casa contra a minha vontade, mas não tinha pão. Pequeno almoço sem pão não é pequeno almoço. Além disso as calças - muito féchion, por sinal - têm três botões. Não estou habituada a calças de três botões. E o meu cérebro também não. O tempo despendido a abotoar os três - 1,2,3 - deve ser semelhante a abotoar um e correr o fecho éclair, daí que o meu cérebro tivesse dado o procedimento por concluído. Mas não estava. Agora percebo os olhares lascivos do empregado, não eram por eu estar especialmente bonita, eram por eu estar especialmente a descoberto... 
Não sei se era nesse episódio que estava a pensar quando, poucas horas depois, reguei o picado de alho e cebola com leite. Não era leite que eu queria, era azeite. Quando vi o fundo do tacho ficar branco acordei de uma espécie de transe e reiniciei todo o processo de picar alho e cebola - de que gosto particularmente (berke!). 
E o erro de procedimento, que o meu cérebro não detectou, durou tempo mais do que suficiente para ter sido desmascarado (ao contrário do episódio da braguilha): o azeite e o leite estão guardados em locais opostos da cozinha; não tinha nenhum pacote de leite aberto; fui buscar um pacote de leite, ao armário do leite; fui buscar a tesoura para abrir o pacote do leite; abri o pacote de leite em frente ao tacho (ou, se preferirem, panela) cheio de alho e cebola picada; derramei o leite no tacho; chorrilho de palavrões cabeludos e auto-insultos...

E, como se não bastasse, esta semana quase (eu disse QUASE!) abandonei a bomba de combustível sem pagar, e acendi um cigarro - na maior das descontrações - dentro de uma repartição pública. Oh céus!...



Where? Wheeeeeere?...

domingo, 2 de outubro de 2011

Há sempre uma besta disposta a pôr a nossa vida em risco...

O dia está soalheiro, é domingo, felizmente não trabalho ao domingo. Quando dou por ela estou no carro, a caminho da praia para desfrutar deste belo dia com os amigos, numa esplanada. Eu e mais 3457 pessoas. O trânsito corre lentamente... Ainda que não esteja verdadeiramente com pressa, avalio as possibilidades de ultrapassagem, para imediatamente concluir que, além de desnecessário, é arriscado. A fila é enorme e há carros a circular em sentido contrário. Deixo-me ir ao ritmo de quem comanda a fila e aprecio o vento que me despenteia da forma mais refrescante que há. Tão bom!
E sim, foi mesmo muito bom, até aparecer aquela besta que conduzia o Opel Corsa cor de vinho, e que decidiu que não estava para papar filas. Aquilo que antes era uma viagem calma e relaxante rapidamente se transformou num cenário do Vice City. Não houve carro nenhum que não tivesse que travar a fundo, enquanto ela serpenteava entre a faixa da direita e a faixa da esquerda, ignorando completamente os carros que circulavam em sentido contrário.
Já no estacionamento da praia, momentos depois, vislumbrei o Opel Corsa cor de vinho. A sua condutora - sim, era uma gaja - e outro ocupante saíam do carro. E agora vem a parte pior: o outro ocupante era uma criança que saiu do banco de trás e que não tinha mais do que sete anos!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ninguém merece uma "plateia" assim...


Andarei a fazer algo de errado? (medo)
Mas que espécie de ser humano quer ver a Fátima Campos Ferreira de fio dental?
E «gajas que espetam»?!? Hã?
Tenho esperança que uma destas pessoas confunda fio dental com fio dentário... e que a outra quisesse pesquisar sobre sinistralidade automóvel...
Mas continuo com medo.

As intermitências da (in)competência...

A PJ deitou as mãos ao Mr. George Edward Wright. Muito bem, palmas para a PJ. Parece que o FBI procurava este gentleman há 30 anos, sem sucesso. Mais palmas. Pronto, agora que encontrámos o very bad boy americano, já podemos ir à caça dos very bad (ass) boys portugueses que, nos últimos 30 anos, ainda não pararam de roubar... cá dentro. Ilhas incluídas. Obrigada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tenho um pé-dófilo...

Quatro anos a tentar convencer as pessoas de que não, as escadas da minha casa são perfeitamente seguras, resultaram num excesso de confiança - minha - que levou a um espalho fenomenal - meu - hoje pela manhã. E, pela segunda vez, vi a vida a passar-me à frente. Mas hoje, ao invés de pensar que não queria morrer, enquanto levantava voo e me preparava para fazer um mortal encarpado à Anna Pavlova, o que atormentava o meu espírito era se aquilo me iria atrasar para o trabalho. Não era a possibilidade de ficar paralisada ou ir desta para melhor, e ser descoberta já em avançado estado de decomposição (as tais esquizofrenias de quem vive sozinho), era chegar atrasada ao trabalho (?). E quando aterrei, a lucidez continuou a brindar a minha mente - em vez de verificar se todos os ossinhos estavam no devido lugar, fiscalizei rapidamente as roupas, em busca de rasgões potencialmente reveladores de partes íntimas. Nada a registar.
Ao longo de um dia inteiro de trabalho (de saltos), o meu segundo pododactilo (hã?) do pé direito foi inchando  e ficando vermelho, de tal modo que se assemelha, neste momento, à cara do Padre Frederico (medo!). De pernas para o ar, obviamente.
Além disso, dói muito...o pé-dófilo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E depois há certas músicas que, por muitos anos que passem, conseguem sempre por-nos de bem com a vida...



Eu raramente vos dou música, por isso... Psiiiuu, pá!

Apesar de tudo, consigo ver algo de positivo na Casa dos Segredos 2...

Aquela merda sobe-me a auto-estima que é uma coisa impressionante!

Ter uma cozinha soalheira, aparentemente, é uma uma coisa boa...

A menos que nessa cozinha soalheira se dê um pequeno incidente matinal que, por via dos 10 minutos a mais na cama, não seja possível tratar de imediato. Neste caso, os grãos de café - de um frasco inteiro - caídos no chão da cozinha, terão um longo dia à sua disposição para se derreterem ao sol e formarem uma semi-pasta castanha, que durará cerca de uma hora a exterminar. A vantagem disto tudo é que, durante essa hora, teremos tempo suficiente para planear mentalmente toda uma série de coisas. Isso e trabalhar o músculo do Adeus. Quando recuperar a força nos braços irei ao supermercado comprar mais café. Obviamente, e ao contrário do que aconteceu da última vez, agora comprarei o frasco mais pequeno que encontrar.

E pensar que esta merda toda podia ter sido evitada se, ontem, tivesse reencaminhado aquele email da Amizade qualquer coisa Signos blá blá blá... Tenho de repensar a minha visão sobre isso das correntes...

domingo, 11 de setembro de 2011

Portei-me tão mal...

E agora estou arrependida, mas se voltasse atrás fazia tudo igual. Eu sei, eu sei... isto não faz sentido nenhum. Fico sempre assim quando "assassino" o fim de semana com saídas que duram até de manhã... E confesso que também tenho a cabeça um pouco confusa. O que é mau, tendo em conta que tenho um documento para acabar de redigir e entregar amanhã de manhã. Sim, foi para vos mostrar como sou uma pessoa organizada e metódica que fiz um interregno na minha convalescença dominical. Pronto, já podeis voltar às vossas vidas de pessoas decentes que se levantaram de manhã e aproveitaram o domingo com a família, ou os namorados, ou o cão, ou em outra companhia qualquer... E eu, como temo a redução drástica de sinapses na próxima hora (que serão absolutamente imprescindíveis na redacção impecável do tal documento), vou deixar-vos sem mais delongas... Boa noite, pessoas decentes...

domingo, 4 de setembro de 2011

Bad Beckham! Bad, Bad Beckham...


Foi há um ano...

... que me sentei aqui - exactamente onde estou agora sentada - e decidi que queria criar um blog (blogue?). Seria diferente daquela vez, em 2008 (acho eu), em que criei um blog, escrevi um post e nunca mais lá fui... tirando uma ou duas vezes. Ainda não era aquele. E, às vezes, acho que também não é este... Provavelmente acontece com todas as pessoas que têm um blog, seguramente acontece com aquelas que já vão no segundo ou no terceiro, e por aí fora. Ou não, mas o que sei eu sobre isso? 
Crises de identidade blogosférica à parte, este primeiro ano de blogonauta foi muitas coisas ao mesmo tempo. Começou com as ilusões características daquilo que é novo, que parece ser refrescante, inovador e sedutor. Nalguns casos continua a ser isso tudo e muito mais, e é nesses que concentro as minhas atenções.
Obrigada a todas as pessoas que, ao longo deste ano, perderam um minuto do seu tempo para me visitar e/ou comentar. Aos 38 que se fizeram seguidores um Obrigada especial :)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Uma palavra de ânimo aos adeptos do Saragoça:

Nós - os Benfiquistas - sabemos exactamente como vocês se sentem. Mas pensem positivo: oito é um número difícil de superar mas também de suplantar, por isso, as coisas vão melhorar com certeza. (smile)

Errata: Onde se lê "oito" deve ler-se "seis". (smile)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aqui... na aldeia, perdida na serra, que me viu nascer...

A meteorologia está tão agradável que, quando estou mais distraída, quase me parece que estou a gozar as férias de Natal.

PS: Tive de interromper a escrita deste post fantástico para atender ao chamamento de mamãe que me queria exemplificar a arte de bem temperar um bife. Sim, fiz uma cara de interesse e admiração, estejam descansados.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Lavámos a alma!

Mãe (enquanto me fitava os movimentos em frente do pc, com ar de adoração): Quem me dera saber "navegar"...

(Eu olhei-a e não disse nada - uma vez que o meu cérebro ainda estava a tentar digerir o facto de ela dominar o termo "navegar")

Mãe (com o mesmo ar de adoração, agora misturado com uma pitada de ironia): Oh... eu nem sequer sei nadar, quanto mais "navegar"...


Obviamente, este pequeno monólogo de mamãe acabou numa gargalhada histérica (minha e dela)...

Ainda bem que se resolveu aquela questão de quem é que arbitra o jogo do Sporting...

É que pus as minhas chuteiras para lavar. Uma maçada.

sábado, 20 de agosto de 2011

Almoçámos todos bem, portanto.

Enquanto a família se degustava com um belo e típico almoço minhoto, ela lambuzava-se com as pequenas galinhas que conviviam - pacificamente - à sombra de um carvalho nas imediações dos seus aposentos, vulgo galinheiro. Ainda foi avistada a abandonar o local do crime, mas já era tarde de mais. Restou um cenário dantesco e meia dúzia de galinhas sobreviventes, mas traumatizadas. Malvada águia!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lá porque a senhorita Rihanna gosta de levar uns sopapos, não vamos fazer disso uma filosofia de vida, ok?

Aquela musiqueta da Rihanna e do Eminem é mesmo gira. É uma pena é que a parte que ela canta tenha uma letra tão idiota:

[Rihanna]
Just gonna stand there and watch me burn
Well that's alright because I like the way it hurts
Just gonna stand there and hear me cry
Well that's alright because I love the way you lie
I love the way you lie


Não posso discordar mais! Mas eu sou pessoa graúda e, bem ou mal, já tenho as bases da minha personalidade definidas. Sei o que gosto e o que não gosto, o que - para mim - está certo ou errado. O que me preocupa são as adolescentes espalhadas por esse mundo fora que, ao ouvir esta e outras letras semelhantes, passem a achar que, afinal, ter um namorado que mente e que faz sofrer é normal. E pior: que esse sofrimento é bom, que sabe bem. Daí a acharem que o namorado lhes bate porque gosta muito delas é um pulinho.

Haja paciência para tanta idiotice...

domingo, 14 de agosto de 2011

Sabes que estás a ficar velha quando...

Sentes uma certa folga no sítio onde as pessoas dizem que está o "músculo do adeus".

Nota mental: comprar uns halteres antes que a coisa se torne irreversível...

sábado, 13 de agosto de 2011

O Reynaldo Gianecchini tem um linfoma. Fod@-se!

Life is a game...
[Muita força para ele ;(]

Que tipo de marketing é este?

Vários sacos de cocaína foram apreendidos a traficantes brasileiros. Até aqui nada de novo, mas estes sacos de cocaína eram diferentes - tinham a imagem da cantora Amy Winehouse estampada. Isto não será mais ao menos o equivalente à BMW passar a vender os carros com a foto do Angélico?...


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

No fundo, no fundo, é tudo uma questão de perspectiva...

Anda uma pessoa aos ziguezagues a caminhar, a muito custo, em cima da areia escaldante, em busca de um lugar sossegado... Depois do perfect sopt encontrado inicia-se toda uma complicadíssima logística de tapa-vento, chapéu, toalha, enfim, vocês sabem bem do que falo. Findo todo este processo, o que uma pessoa não precisa mesmo é de avistar ao longe um bando de vinte e tal criancinhas, mais seus monitores, a caminhar na nossa direcção. A simples possibilidade daquelas criaturinhas abancarem perto de nós é coisa para nos estragar a paz de espírito. Paz que se esfuma completamente com o grupo de pestinhas a assentar arraiais mesmo ao nosso lado. Arghghgh!!!! 
Pronto, as criancinhas parecem contentes, gritam muito. A alegria delas é proporcionalmente inversa ao sucesso do meu momento de chill out, mas enfim! Saca-se do telemóvel para ouvir um pouco de rádio, na esperança de que os headphones inviabilizem toda e qualquer entrada de som vinda do exterior. Na rádio o vocalista dos Alphaville diz-me que quer ser Forever Young. É ele e eu... E foi assim que, ao ouvir aquela vozinha fininha, eu me reportei para aquele tempo em que eu era verdadeiramente young, e me lembrei de como era bom brincar... e gritar como se não houvesse amanhã. Não tardou muito até que sentisse vontade de me juntar aqueles que há uns minutos atrás eram uns pestinhas.

domingo, 31 de julho de 2011

Sabes que estás de ressaca quando...

atiras o comando da televisão para cima do sofá e percebes que confundiste o comando da televisão com o cinzeiro (cheio de beatas e cinza)...
Oh céus!

Esta PFIA passa dias sem dizer nada e depois aparece só para dizer que está de ressaca e que emporcalhou o sofá!! Who cares, PFIA?!
Sim queridos, ando com falta de inspiração...
Quer-me parecer que estou a atravessar a minha primeira crise de identidade blogosférica (mais uma vez: who cares, PFIA?!)
:(

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O que são as agências de rating? (recebido por email)

Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola.
Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir, em média, cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia, quando já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão da escola, um tipo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o como a sua agência de rating.
Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"...e por aí fora.
A Ritinha, que já está com uma dívida muito grande e com um peso na consciência ainda maior, acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia.
Os pais, percebendo que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não irá gastar mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha, já viciada em pastilhas, prolonga o pagamento da sua dívida, dividindo o Miguel o lucro daí obtido com o Cabeças que, sendo o mais forte, é respeitado por todos.

sábado, 16 de julho de 2011

E, por força da crise, Obama faz biscates, dando aulas de Geografia...

Contrary to what some folks say, we’re not Greece, we’re not Portugal.

E para os folks maledicentes aqui vai um mapa interactivo para vos calar a todos. Atrevidos!


Mensagem (encriptada) para o Bo:
Logo à noite, esfrangalha as pantufas do dono. 
Goooood dog! 
(dog treat)

A Internet é um antro de gente depravada

As minhas sinceras desculpas à pessoa que está com problemas com a mola da porta do prédio e deu de caras com isto.
E agora fiquei preocupada - com a ladroagem que anda pr'aí, ter problemas com a mola da porta do prédio é coisa que ninguém quer.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pessoas homo-neandertais-fóbicas...

O que vos aborrece verdadeiramente? Tereis, porventura, alguma coisa mal resolvida dentro de vós? Foi o jantar que vos caiu mal? Aquele do Inverno de 157 000 A.C.? É, realmente, muito ano com azia... Mas agora já há pastilhas para essas maleitas do aparelho digestivo. E também temos umas coisas redondas a que demos o nome de rodas. Redonda... roda... perceberam? Ah, e  lâmpadas! Também temos lâmpadas...
Que elas - as lâmpadas - vos iluminem, agora que estamos no século XXI. Mas das económicas, sff. É que também temos uma coisa aborrecida que são as emissões de carbono - mas os aspectos menos positivos ficam para outro dia. A aula acabou. Podeis sair.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Urgente

Senhores responsáveis pelo guarda-roupa do programa Peso Pesado:

Façam calças de cintura (hiper) subida para os concorrentes.
POR FAVOR!!!!

Obrigada.

Quantas «féchión» bloggers cortariam os pulsos por causa disto?

Tentei falar com ela duas ou três vezes mas, assim que me aproximava, ela fugia a sete pés. À terceira vez achei que não era coincidência e desisti... Na verdade, eu achei imensa piada aquela coincidência, mas pareceu-me que ela não partilhava da mesma opinião. Resolvi respeitar a aparente ordem de restrição e guardei uma distância relativamente segura (para ela). A dada altura aproximou-se de mim um rapaz (bem giro, por sinal) com a desculpa de me ter confundido com ela: Ah, desculpa, pensava que eras a minha amiga J., vocês têm um vestido igual... 
Pronto, eu sei que há mulheres que não gostam deste tipo de situações - muito menos num casamento - mas entre ficar amuada a noite toda e andar a esconder-me pelos cantos ou rir e brincar com a situação, eu escolhi a segunda opção. Adivinhem quem se divertiu mais? Já vos disse que o rapaz era giro?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Será uma cueca fio dental?

Durão Barroso apresenta um semblante descontraído, está a exagerar um pouco na linguagem corporal mas tem uma gravata azul - que se consegue ver quando as mãos desaparecem do ecrã.
Tenho pena que a Fátima Campos Ferreira não lhe pergunte o que aconteceu à tanga que Portugal (ainda) tinha em 2002 - segundo ele.

Bruxelas fez-lhe bem, está com bom ar. Se eu pudesse também dava à sola.

domingo, 10 de julho de 2011

Já bastam as bocas foleiras da Moody's...

Peço, encarecidamente, a todas as pessoas que são possuidoras de objectos que deixaram de ter utilidade em suas casas, mas que julgam serem capazes de salvar o dia de alguém mais necessitado, que os encaminhem para instituições próprias. Há sempre uma alminha - nem sempre verdadeiramente necessitada - disposta a fuçar neuroticamente o conteúdo dos sacos, ou das caixas de cartão, que alguém deixa junto ao contentor do lixo, e que não se inibe de ir espalhando pela rua os itens menos a seu gosto. É aborrecido ter de andar a saltitar, no passeio, por entre peças de vestuário, sapatos, utensílios de cozinha, e outras coisas que tais.
Parte desses artigos, depois de um dia de pontapés e pisadelas de transeuntes, acabam por ser colhidos, à noite, pelos senhores do lixo. Lixo que podia ter vestido ou calçado alguém.
Depois, o meu lado mais dark duvida sempre do altruísmo de quem deixa estes embrulhos junto ao contentor do lixo. É quase como se deixassem, também, um bilhete a dizer: isto para mim é lixo
E por fim, mas não menos importante, nas tais instituições próprias, os que verdadeiramente necessitam de ajuda poderão obtê-la com a dignidade que merecem. Sem terem de vasculhar pacotes ao lado de contentores nauseabundos, e sob o olhar reprovador daqueles que não sabem o que é ter fome ou frio.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A serra eléctrica e o palavreado requintado eu aguentava, agora isto...

Os meus vizinhos estão, há vários dias, com obras em casa. Andam a mudar o telhado. O telhado dos meus vizinhos fica ao mesmo nível e do mesmo lado do meu quarto.
Já "passámos" a fase de atirar telhas ao chão, de partir traves velhas com a marreta, e de berrar pedidos disto e daquilo, com caralhadas pelo meio... Agora estamos na fase de cortar traves novas com a serra eléctrica, embora continuemos na de berrar pedidos disto e daquilo, com caralhadas pelo meio... Hoje consigo ouvir, também, o Tony Carreira entoando, repetidas vezes, aquela cançoneta que fala da aldeia perdida na Beira que o viu nascer.
E será assim até às nove da noite.
Se, ao menos, eu soubesse onde está a tomada do rádio...

terça-feira, 5 de julho de 2011

A culpa é do meu professor de química do oitavo ano

Os últimos dias têm sido proveitosos para aqueles que se alimentam do infortúnio alheio. Para os abutres e sanguessugas que se meneiam entre nós disfarçados de pessoas. Para os mais distraídos é difícil reconhecer estes mutantes, mas eles andam aí. Praticam uma espécie de voyeurismo mentecapto da desgraça daqueles com quem teimam misturar-se - as pessoas, na verdadeira acepção da palavra. É certo que não têm uma vida fácil - as desgraças que policiam, atrás da moita, nunca provocam o cataclismo que, a seus olhos, seria justo. É natural que isto lhes traga uma certa frustração. Uma frustração que cresce e que só se apazigua com uma ou outra desgraça que acabe, por exemplo, no corte de um salário de um funcionário público - esses reles. Não importa se é competente ou não, se é produtivo ou não, o que importa é que é funcionário público e vai ficar sem uma parte do vencimento. Era bem melhor se fosse logo todo de uma vez. Zeros euros na conta para ele aprender. Despedido, é isso, devia ser despedido!
A esperança de que este despedimento aconteça num futuro próximo trás-lhes algum conforto. Mas é um conforto absolutamente incomparável com a satisfação de saber que um jovem mediático, bonito, e bem sucedido, morreu ao volante de um carro. Chegam mesmo a soltar um "bem feita", ou um "teve o que merecia". Se conseguíssemos esquecer o «pormaior» de que estes desabafos são proferidos por mutantes, quase nos sentiríamos tentados a analisar a profundeza lexical deste discurso quase monossilábico. Mas aí estaríamos a ser mesquinhos, e nós - PESSOAS - não somos assim, certo?

Lamento profundamente não ter prestado mais atenção nas aulas de química do oitavo ano - coisa que me impossibilitou de criar empatia com a área, nos anos que se seguiram. Tivesse a coisa acontecido de outra forma e imagino que, agora, envergaria uma bata branca, num qualquer laboratório europeu ou, quiçá, norte-americano, buscando freneticamente um antídoto que pudesse aniquilar estes mutantes.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A minha consciência...

Esteve o dia inteiro a cutucar-me com vara curta, mas eu não cedi. Tenho que ser fiél às minhas convicções de pessoa ociosa. Além disso está vento lá fora e não quero arriscar ser projectada violentamente para longe. Seria uma maçada. Este feriado veio mesmo a calhar. 
Há umas horas atrás lancei um olhar intenso sobre o telemóvel, para que não tocasse. As minhas capacidades hipnóticas não são as melhores mas ele, como está a tentar redimir-se de um episódio recente, ainda não tocou. Desconfio que nada me impedirá de ver um episódio do Lost pela milionésima vez. Ou dois, ou três. Ou uma série inteira.

(...)
Enquanto terminava a última frase, o telemóvel estremeceu ligeiramente. Parece que tenho depilação amanhã. Raios. As mulheres deviam poder escolher entre ter pêlos ou ter que parir.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Tive uma «epifonia»

E não foi bonito. Quer-se-dizer... Na altura parecia tudo claro como a água (embora o responsável tenha sido tinto), mas depois os cumulonimbos cerebrais retomaram a formação prévia ao efeito nefasto do líquido do demo... e a coisa complicou-se. Seguiu-se um onde é que eu tinha a cabeça? - mas já era tarde. E depois veio o típico porquê, mas também não se fez cedo. Aliás, era tardíssimo.

Talvez esteja na altura de um qualquer chinês inventar uma aplicação, para telemóveis, capaz de medir o teor de álcool no sangue do seu proprietário... Quando se atingisse um certo número de gramas - que deveria variar de pessoa para pessoa - o dito aparelho bloqueava. Piu, nada de nada. Nokia, promete que vais pensar no assunto. Obrigada.
PS: No processo de desenvolvimento da coisa agradeço que não sejam feitas experiências macabras com animais ou seres humanos (o chinês do Futre também conta, ok?).

«Se me obrigam a apertar o cinto, não dá para baixar as calças»

domingo, 19 de junho de 2011

Crianças com menos de dez anos só poderão adoecer se os seus pais assim o permitirem.

Estaríamos a um passo de um mundo perfeito. A menos que fôssemos donos de uma qualquer empresa farmacêutica. Ou donos de uma farmácia. Ou pediatras. Mas o prazer de ver todas as crianças saudáveis suplantaria tudo isso. A menos que... fosse tudo a fingir! Na realidade, as crianças adoeciam na mesma mas toda a gente fingia que eram saudáveis, para não as traumatizar. 
Se os pais decidissem que era a sério, então, era outra conversa: o médico poderia examinar e receitar medicamento, o farmacêutico poderia vendê-lo e, finalmente, a criança poderia tomá-lo e ficar boa, de verdade. Mas isto não faz muito sentido, pois não? Então o médico é que ia decidir se a criança está doente ou não?!

sábado, 18 de junho de 2011

Às vezes, gostava de ser gajo... (*)

Não sou pessoa de muitos penduricalhos - daqueles de usar ao pescoço, vulgos fios. Aqui há uns tempos achei imensa piada a um, pela mensagem subliminar que conseguia ver nele. O penduricalho de que falo, dividi-se em três mini-penduricalhos: um pássaro pequenino, uma gaiola e uma árvore. Os três separados. Tenho-o usado muitas vezes. Gosto de olhar para o pássaro, com a gaiola de um lado e a árvore do outro. A clausura e a liberdade, lado a lado.
A árvore acabou de se partir! (seguiram-se momentos de pura consternação - que nada tiveram a ver com o prejuízo material sofrido)

(*) Se eu fosse um gajo a coisa resumia-se a um fod@-se, esta merda partiu-se!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quanto tempo durará o êxtase de um chuto de heroína?

Anda uma pessoa cheia de trabalho e de preocupações daquelas, assim, para cima de preocupantes. Aborrecida com as papeladas que se amontoam em cima da secretária, com o frigorífico que resolveu trabalhar de forma intermitente (embora os períodos em que está on não sejam suficientemente longos para preservar a qualidade dos alimentos que alberga e, provavelmente, a minha integridade física), com aquele casamento que está a chegar e a quem é impossível dizer oh! que pena, já tenho um casamento nesse dia, no qual estará, também, uma persona extremamente non grata para mim, e, como se não bastasse (aliás, até me estou a lembrar de mais uma ou duas coisitas para acrescentar, mas não quero parecer-vos uma pessoa amargurada e, muito menos, enfadonha - too late for that, baby!), ainda tive que presenciar uma cena que me pareceu uma tremenda provocação aos pilares das minhas prioridades, sabiamente (pensava eu), definidas desde, mais ao menos, o milénio passado. A saber: estudar muito + ter um bom emprego = pagar as contas. Juntar um je ne sais quoi de qualquer coisa amorosa e... ser feliz. 
Seguramente, alguma coisa falhou ali pelo meio! Sim, porque os ocupantes do Fiat Uno que contornava a rotunda onde eu aguardava entrada, levavam sorrisos de orelha a orelha, e nenhum deles me pareceu muito preocupado com nenhuma daquelas coisas a que, em tempos, apelidei de «prioridades». Um deles levava o bracinho do lado de fora da janela, tomando o suave gosto da brisa matinal na palma mão, e sorria... sorria muito. Sorria tanto que me permitiu o rápido vislumbre da cremalheira completamente apodrecida - combinando claramente com o Fiat Uno em óptimo estado de apodrecimento. Não sei quanto tempo lhes durou aquela sensação de absorção ao contrário mas, naquele momento, estavam, seguramente, num mundo onde não há frigoríficos defeituosos, nem compromissos chatos, ou até essa coisa aborrecida dos impostos. 
E eu, tive inveja daquele momento de pura leveza que contrastava com o meu semblante carregado (aposto que estava a fazer aquela ruguinha inestética entre os olhos - oh não!).
Está decidido: PFIA vai enveredar pelos caminhos tortuosos prazerosos do mundo da droga.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Isto é a mais pura das mentiras (*)

 
(*) Eu, por exemplo, nunca reparo no tornozelo de uma mulher. Nunquinha!

O espécime masculino que me enviou esta imagem por email, diz que é por causa disto que as mulheres têm dor de cabeça à noite (?).

(...)

Eu respondi-lhe que não. Que, muitas vezes, era por causa disto (imagem em baixo).
Uma televisão boa na sala e um homem (que já foi bom) na cama, à espera. ;p

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Instinto fatal

Quando vejo as reportagens da campanha eleitoral lembro-me sempre do livro novo do Hernâni Carvalho e penso se não haverá lá material pedagógico de valor. Ainda assim, não o suficiente para o comprar.

domingo, 29 de maio de 2011

Lamentável

Os mercados e feiras deste país abrirem só durante a campanha eleitoral. Queremos produtos frescos durante todo o ano - excluindo, até ver, pepinos vindos de Espanha. Queira Deus (substituir Deus por qualquer outra entidade superior mais a vosso gosto... Alcina Lameiras incluída) que nenhum dos candidatos coma um pepino desses.

sábado, 28 de maio de 2011

De Coentrão a coentro...

A possibilidade de ver o Fábio Coentrão rumar ao Santiago Bernabéu dá-me uma pontada no lado esquerdo do tórax. Vê-lo em Vila do Conde a apoiar o Sócrates... é mais ao menos como entalar a mão na porta da mala do carro. Autch.

E não, não gosto de coentros (mas ainda gosto do Fábio).

Andará à procura de petróleo?

Desperta-me alguma piedade ver uma pessoa afundar-se num buraco cavado pela sua própria maldade. Tanto na vida como na blogosfera. Sobretudo quando essa pessoa que se afunda, ao invés de estender a mão e suplicar por um resgate - que a acontecer seria movido única e exclusivamente pela piedade de quem assiste, note-se - vai esperneando e destilando veneno para todos à sua volta. Será que ela não percebe que ao espernear vai esgravatando cada vez mais fundo e aumentando a profundidade? E que o veneno que destila - aos que assistem na berma do buraco - lhe diminui seriamente as hipóteses de resgate? Será?
A esgravatar a esta velocidade, prevejo que consiga chegar à China daqui a uns meses. Resta saber se os chinocas - que tiverem a oportunidade de ver a sua cabeça surgir do subsolo - lhe darão a mão para a puxar. Na falta de um tradutor, o mais provável é que lhes acertem com uma pá na cabeça, enquanto ela se queixa (histericamente) das pessoas que, do outro lado do mundo, não lhe deram a mão.

PS: Na blogosfera, como na vida, gosto de me manter neutra quando as coisas não me dizem respeito. Mas hoje, depois de ler um post, manter-me neutra ficou um pouco mais difícil. Fim da mensagem. Obrigada.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como anda a vossa cara pré-eleitoral?

Mafalda, By Quino

Alguém dê um telefone a esses «pobres» coitados, por favor.

O meu banco - a CGD - demorou 9 dias para "dizer" às Finanças que o meu Nib (o mesmo que uso há vários anos para receber o reembolso do IRS) estava correcto. Ou seja, para lhes "dizer" uma coisa que ELES JÁ SABIAM!
Das duas uma: ou andam a trocar mensagens usando pombos-correio ou, então, ainda não passaram da era dos sinais de fumo. Esperemos que sejam os pombos, para bem da qualidade do ar que os contribuintes respiram.

PFIA em modo «besta quadrada» :|

1ª Parte: Tadinha da PFIA que não tem sorte nenhuma...
Ninguém gosta de ficar preso numa fila de trânsito. Muito menos num final de tarde de sexta feira. O início de um fim de semana está sempre carregado de preparativos para qualquer coisa que se adivinha agradável. Uma fila de trânsito atrasa toda essa logística. E o pé da embraiagem começa a doer, e a pessoa começa a olhar para o relógio e a praguejar. Ouvem-se sirenes ao longe e a única coisa que nos passa pela cabeça é que «aquilo entretanto resolve-se». Não sabemos o que é, queremos é que se resolva depressa (por causa dos nossos planos - importantíssimos - de fim de semana, como por exemplo acabar de fazer a mala de viagem). E para piorar a nossa ansiedade lembra-mo-nos que aquela camisola, de que tanto gostamos, está no estendal a torrar ao Sol. «Oh, não! Vai ficar toda desbotada com este calor...». A primeira coisa que fazemos quando chegamos a casa (depois de penar longos minutos num desvio por uma estrada secundária) é correr para o estendal e salvar a nossa camisola favorita de uma morte impiedosa por insolação. Ironicamente, enquanto o resgate da camisola indefesa decorre, ouve-se o barulho de um helicóptero.

2ª Parte: A PFIA é uma besta cheia de sorte e mal agradecida
Se há coisa que não gosto de sentir é remorso. No fundo o remorso é a prova interior de que (às vezes) somos umas grandes bestas. Não é alguém que nos diz, somos nós que sentimos. E acho que foi o remorso que me fez atirar a put@ da camisola pra um canto (ao invés de a passar rapidamente a ferro, para poder fechar a mala de viagem) e ligar a net em busca de notícias... Notícias que explicassem a razão do voo do helicóptero do INEM por cima da minha cabeça :(
Desejo rápidas melhoras à pessoa que (infelizmente) sofreu queimaduras graves em grande parte do corpo. Essa sim, com certeza terá um fim de semana diferente daquele que tinha planeado.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

E eles são tão fofiiiiinhos :'(

De todas as vezes que a blogosfera se transforma numa novela mexicana meets filme do Jackie Chan... morre um panda gigante na China.
E eu fico triste, porque isso não se faz. Assassinos(as) de pandas! Não, espera: «pandicidas». Uuuu.
Imagem: Google Search

terça-feira, 24 de maio de 2011

Post auto-motivacional

Parte I
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.
Fazer caminhadas com as amigas ao final do dia é fixe.

Parte II
Depois da caminhada passo no McDrive.
Depois da caminhada passo no McDrive.

sábado, 21 de maio de 2011

Eu não quero ser má língua mas... ganda moca que vocês levam aí, pá!

De outra forma, como é que um grupo de jovens - na flor da idade - se faz passear pela cidade em marcha lenta, envergando bandeiras de um qualquer partido político, e abusando da buzina dos automóveis como se não houvesse amanhã? Podiam ter um ar entediado, um ar de «o meu pai, que quer ser vereador da Câmara nas próximas eleições municipais obrigou-me», mas não. Sorrisos à Jack Nicholson era coisa que não falta dentro daquelas carripanas piroso-barulhentas. Resta saber se estavam verdadeiramente felizes ou se emborcaram primeiro uma grade de minis, para que a coisa se desse. Aposto na grade de minis (e numa nota de 20€ no bolso, para torrar logo à noite em shots e esquecer o vexame da tarde).
Mas também posso estar completamente enganada. Talvez aqueles jovens tenham aspirações políticas e começar por baixo seja isto: passar as tardes de sábado numa caravana, com um sorriso rasgado. Talvez o socas tenha começado assim também. Talvez aquela caravana que, embora irritantemente barulhenta, parecia inofensiva fosse, na realidade, uma parada de futuros terroristas. Pelo sim pelo não, amanhã ponho a bazuca na mala do carro.

Caro Dominique, temo que este despreparo na temática «sabonetes caídos no chão» lhe vá trazer muitos dissabores na choldra.

Aposto que era um Dove, daqueles muito macios... e escorregadios.

Imagem recebida por email.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Isto deve ser aquela coisa do Karma... por ter comido crocodilo no jantar de reveillon.

Esta semana durou, seguramente, um ou dois meses (no mínimo). Pfffff...
Quero declarar falência momentânea súbita, sff. Ah, e cortar relações com todas as pessoas que me devem dinheiro. Desde os meus tempos de estudante (no milénio passado, jizas) que não fuçava os bolsos dos casacos, na esperança de encontrar trocos esquecidos. A «caça ao tesouro» resultou em: 9 lenços de papel (usados), três papelinhos de pastilha elástica, dois talões de multibanco e um papelinho com um número de telefone (?).
São tempos difíceis... até o socas ficou sensibilizado. Aquela lágrima no canto do olho era por minha causa. A t(r)eta das Novas Oportunidades foi só para disfarçar.
Resta saber se o crocodilo lacrimejante já deu as voltas que tinha a dar antes de me desferir o golpe fatal. É que sou uma pessoa de estômago sensível, não aguento muitas voltas sem ficar agoniada. Uma pessoa que está prestes a ser aniquilada  - ainda por cima por um animal feio como o raio - já tem apoquentações que cheguem... quanto mais ter aquela sensação desagradável de que pode vomitar a qualquer momento. Iâque.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estou indecisa...

Entre ver o debate do Sr. Engenheiro e do Jerónimo... ou martelar os dedos da mão esquerda até à exaustão (?).

A receberem ordens do Strauss-Kahn, não admira que nos queiram todos fod£r...


Isto, a juntar ao facto de amanhã ser segunda feira (tecnicamente falando e ignorando o facto de que já passa da meia noite...) é coisa para me deixar um pouco aborrecida.

O que mais me assusta é que podem estar a ser vítimas de experiências macabras na nave espacial... :(

A poucos meses de engrossarem o grupo etário dos idosos portugueses, começam a adoptar - ainda que pontualmente - posturas que me dificultam o reconhecimento dos progenitores austeros, e pouco dados a situações/conversas de índole sexual, de outros tempos. Recordo, por exemplo, as frequentes situações constrangedoras que me proporcionaram em frente da televisão. Sempre que se adivinhava um beijo mais escaldante, entre os actores de uma qualquer tele-novela brasileira, lá vinha um zapping forçado. Quer dizer, não era bem um zapping, era mais mudar da RTP1 para a RTP2. Lamentavelmente, os progenitores menos confortáveis com as línguas de actores brasileiros podiam sempre contar com os programas 100% free of tesão da RTP2. Este comportamento pidesco, além de poder comprometer seriamente a minha performance num futuro primeiro beijo, fazia-me perder o fio à meada. O primeiro aspecto era, como facilmente se compreende, muito mais importante do que o segundo.
Pais que sempre se pautaram por esta conduta psycho-puritana - no que diz respeito a estas questões - não podem esperar que a filha tenha uma reacção normal quando agora fazem questão de lhe mostrar que são muito cool. Dizerem-me (a cada 1º de Maio) que fui feita no «Dia do Trabalhador... ahahahah...» não tem a mínima piada. Se há coisa que os filhos não gostam de fazer é imaginar os pais a «coisar».
Este ano julguei que me tinha livrado deste ritual parental macabro. Mas não, a dia 11 de Maio ainda fui a tempo.
Eu, que não podia ver um beijo caliente na televisão, agora tenho que levar com isto todos os anos?
Terão os meus progenitores sido raptados por ET's que, no lugar deles, deixaram estes clones com um micro-chip defeituoso?

~~~~~~~~~~~~~~
(*) Post recuperado do «apagão blogosférico», graças à Pólo Norte. Lamentavelmente, os comentários foram-se... Kaput! :(

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Blogger ressuscitou... Aleluia! Aleluia!...

... Mas comeu-me o último post.
Provavelmente por que não se pode invocar o santo nome dos nossos progenitores em vão.

Ou então foram os mesmos ET's que raptaram os meus progenitores, para eliminar provas...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O último a assistir

Durou apenas escassos minutos mas foi o suficiente para me arrancar uns quantos palavrões de espanto. Não foi um espanto de admiração, foi de perplexidade perante o profundo mau gosto. Os intervenientes deste autêntico circo de horrores parecem estar sob o efeito de um alucinogéneo poderosíssimo. Tantos aqueles que nos aparecem em frente das câmaras como os que estão no backstage. Os que fazem os diálogos, por exemplo. Que terão em mente quando escrevem as idiotices que serão ditas em directo? Que imagem terão das pessoas que estão em casa, sentadas em frente à televisão. Poderão, por ventura, equacionar a hipótese de conseguir arrancar uma gargalhada a um espectador? De terem criado um momento de televisão, sequer, aceitável? Eu quero acreditar que não. Ainda que um sorriso tenha sido alcançado (o que eu duvido), talvez seja o sorriso cúmplice de alguém que jantou cogumelos mágicos. Ou o sorriso (pontualmente desdentado) de alguém que paga a conta da televisão por cabo - por exemplo - com o RSI, e que, ironicamente, não se apoquenta com coisas banais como impostos. Os impostos que alimentam um televisão pública que transmite programas altamente insultuosos para o QI dos seus tele-espectadores. O discurso tripalhoco (esclarecimento: tripalhoco de quem estava a tripar um ácido qualquer e não de quem jantou tripas à moda do porto!) do Roberto Leal perdeu parte da gravidade quanto momentos antes se teve a oportunidade de ver uma concorrente ser descarregada de um camião. Sim, descarregada como um monte de entulho é descarregado num aterro. E a «multidão» de meia dúzia de mulheres gritava "Gorda! Gorda! Gorda!", e ela ia agradecendo o «carinho» e ajeitava o colar de enchidos que tinha pendurado ao pescoço com a vaidade de quem usa uma jóia da Tiffany
Se o propósito (se é que tem algum) de toda aquela fantuchada é gozar com os Reality Shows, parece-me que o alvo falhou completamente: os verdadeiros gozados são os portugueses que se sentam em frente ao televisor. Sobretudo os que têm os impostos em dia, como eu.
Ainda que que o zapping do meu comando se limitasse a apenas quatro canais - como acontece com muitos portugueses (sobretudo nos tempos que correm) - o Último a Sair seria sempre o último programa a assistir. Mas só depois de furar os dois olhos (repetidas vezes) com aquele instrumento do estojo de manicure que eu nunca sei para que serve. Talvez seja para furar os olhos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Oh que car......(piiiiiiiiiii)...... lho!

Roberto à baliza...
(...)

Onde estão os comprimidos para pôr debaixo da língua?!?
Onde?!
Onde?!
Aiiiieeeeeeiieieieiei...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu quero ver a fotografia post mortem do Bin Laden.

«Fotografia atroz» é um conceito que bani do meu vocabulário quando visionei isto aqui em baixo pela primeira vez*:
* Hoje foi a segunda (um whisky duplo, por favor!)

Imagem: Google search.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tenho um cérebro obeso...

Ontem, enquanto assistia ao Peso Pesado, estive obcecada com uma cisma que nem me deixou concentrar convenientemente no programa. Uma lástima. Confesso que num futuro muito próximo me vão falhar aspectos respeitantes ao Programa nº1, quando quiser relembrar as causas de mais um assassinato, na TV portuguesa, de um programa com sucesso no estrangeiro. Afigura-se-me que os próximos episódios serão ricos nesse aspecto e isso sossega-me o espírito. Está neste momento a começar o episódio nº2.
A tal cisma foi com o treinador Rui Barros. Assim que pus os olhos na figura do senhor tive imediatamente a certeza de que o conhecia. Como tenho a mania de que não há como eu para fixar uma cara, estive o tempo todo a puxar pela pinha para tentar perceber de onde poderia eu conhecer um homem ligado às lides físicas. Eu, uma lontra como não há outra igual. Um ser do mais sedentário que há, que já não sabe que desculpa há-de dar às amigas que devido à aproximação da estação balnear - essa malvada - despertam subitamente para os benefícios das caminhadas e descobrem um conceito novíssimo de seu nome ginásio (somebody help me, please!). E se não fosse aquele tipo - que parecia a reencarnação do Marco e do Telmo do Big Brother 1 num só - a mandar baldes de água para cima de um dos concorrentes (o que foi aquilo, meu Deus?!), a cisma não me tinha passado at all. Ah, afinal lembro-me de um aspecto de extrema importância, ocorrido no primeiro programa, para argumentar a morte do mesmo...
Hoje percebi a confusão do meu cérebro obeso - tcharam! Obviamente eu não conheço o senhor das lides físicas de lado nenhum. Apenas o acho extremamente parecido com o Miguel Góis dos Gato Fedorento.
São ou não são parecidos, carago?!


«Been» Laden?

Será?
Lamento, mas eu sou um pouco como São Tomé.

Além disso - e fazendo uma analogia completamente idiota - aniquilar* o Emanuel acabaria com a música pimba?

* Obviamente numa versão ligeirinha que implicaria, quando muito, amordaçá-lo por tempo indeterminado (e fazer-lhe cócegas nos pés com uma pena de galinha - para ele aprender!)

domingo, 1 de maio de 2011

Adenda ao post anterior:

Esqueci-me (imperdoavelmente) daquele segmento da população bogosferiana que já é mãe... Feliz Dia da Mãe para vocês, blogo-mamãs. :)

Lamento desiludir-vos mas...

A minha mãe é (mesmo) a melhor do mundo!

Amo-te tanto mãe!

PS: Feliz Dia da Mãe para as vossas também! :)


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quem nunca saiu de casa com uma faixa colada nas mamas a dizer «OFERTA OFERTA OFERTA», que atire a primeira pedra...

(...)
Autch.
(...)
Autch.
(...)
Autch. Autch. Autch.

Já chega, pá! :(


Note: Brincadeiras (aparentemente) inofensivas não combinam com pessoas ridiculamente distraídas (neste caso, eu).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dizer isto com muita convicção e fazendo figas (olhos cerrados também é capaz de ajudar)

Que os Finlandeses do «cacau» não vejam o Festival Eurovisão da Canção.
Que os Finlandeses do «cacau» não vejam o Festival Eurovisão da Canção.
Que os Finlandeses do «cacau» não vejam o Festival Eurovisão da Canção.
[...a tomar fôlego...]
Que os Finlandeses do «cacau» não vejam o Festival Eurovisão da Canção.
Que os Finlandeses do «cacau» não vejam o Festival Eurovisão da Canção.
Que os Finlandeses do «cacau» não vejam o Festival Eurovisão da Canção.


Agradecida.

Just because you feel good... doesn't make you right, oh no...

A minha mãe assustou-se com a minha expressão facial. Provavelmente foi a parte do quase-revirar olhos. Não me lembro se tinha a boca semi-aberta (?)... Credo. A minha vontade foi dizer-lhe que por causa dela não cheguei a atingir o êxtase. Estive lá perto, raios! Se não tivesse sido gananciosa, não tinha enterrado tanto o dito cujo e não tinha sentido aquela guinada terrível. "Jizas"! 
"Modafoca" do cotonete!

Por «amor à camisola»

Arma-se a pura* da tenda dentro da loja porque a namorada quer comprar umas calças verdes. Obrigada casalinho desconhecido pelo momento hilariante proporcionado à restante clientela (eu incluída).

* Eu, às vezes, troco os "t" pelos "r". Ninguém é pet... ai... pet... ai... peRfeito, carago!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Acho que isto equivale mais ou menos a ter morto o Pai Natal :(

Olhou para mim, mesmo antes do golpe final. Mesmo parecendo ter bolas saltitonas nas patas de trás não se safou... Zás!! Apareceu esta besta, de carro, e limpou-lhe o sebo... Mas eu não tive culpa. Ele apareceu de repente, a seguir a uma curva. Era tão fofinho o coelhinho... Será que ainda vou a tempo de me juntar aos dementes fiéis filipinos e dar umas "boas" chibatadas a mim própria? Assim, com muita força... :'(

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Im(Provável)

Se eu amanhã acordar com Boca-de-Manuela-Moura-Guedes terei de pedir satisfações à minha dentista. Torço para que esta sensação de boca-pós-trombose me passe durante a noite e para que, de manhã, esteja a gozar plenamente da sensibilidade na referida área. Se é para reclamar, ao menos que consiga dizer uma frase inteira sem me babar de um lado. Aposto que estarei mais segura de mim própria e os argumentos hão-de fluir-me melhor.

O pastor que quer ser lobo

Acho amorosa (digamos assim) a forma como certas pessoas, que mal sabem ler e escrever, enchem o peito de ar para dizer que querem ser o próximo chefe do governo português. E fazem-no não por brincadeira, o que nesse caso até seria de relevar (embora a coisa não esteja para brincadeiras), mas com a convicção de que são a salvação do país, de que conseguem tirar esta geração e a outra da lama. Numa espécie de pré-campanha eleitoral, deixa-se fotografar enquanto pede as assinaturas que lhe permitirão fundar o PPD - Partido dos Portugueses Descontentes - e posteriormente (penso eu) oficializar a candidatura a São Bento. Diz que vai «baixar os impostos, exportar o máximo possível e importar o mínimo» e acrescenta «vou pôr a agricultura a funcionar como no tempo do Salazar.» Hã?
De facto o país precisa de ser mais competitivo, de aumentar o PIB, etc., etc., mas isso talvez tenha melhores hipóteses de acontecer quando toda a gente deixar de cobiçar a cadeira do poder e arregaçar as mangas pra dar no duro.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Troikas e baldrocas

Ninguém me tira da cabeça que o Carlos Paião carregou esta letra de mensagens subliminares (experimentem trocar as palavras namorado e amado por governo e logo vêem o efeito - e eu nem sequer sou fã dos livros do Dan Brown). Se eu não estivesse neste momento a recuperar de um quase-AVC, por causa do meu Benfica - ainda tenho o comprimido debaixo da língua - era mulher para fazer uma alteração ou outra à letra. Fica pá próxima, tá bem?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Casamento real adiado 45 minutos (Oh que maçada...)

Então os príncipes casadoiros fizeram um manual de boas maneiras para os seus convidados, com uma série de recomendações sobre o que podem e o que não podem fazer, o que é In e o que é Out, e por aí fora. Espero que nenhum dos ilustres convidados tenha o mau feito e o espírito de contradição que me caracterizam...
Tantas recomendações de etiqueta para os convidados e, vai-se a ver, a noiva já tem um atraso de 45 minutos programado! Podia fazer agora uma piada acerca da pontualidade britânica mas estou demasiado apoquentada para levar isto com tamanha leveza. Odeio chegar atrasada a um lugar e detesto que me façam esperar, sobretudo inutilmente. Esta camada de nervos não é, obviamente, por fazer parte da lista de convidados e temer que a espera prolongada e os sapatos novos me transformem a boda num calvário, não senhores. O que me irrita é a hipocrisia da coisa. Exige-se um comportamento imaculado aos convidados e depois dá-se-lhes uma seca de 45 minutos. Resta saber se também proibiram a leitura de revistas e jornais nesse tempo de espera (?). Isto de ser amigo da família real não é nada fácil.
Um atraso é fruto de um imprevisto, de algo que correu de forma inesperada, certo? Se ela já sabe que vai chegar 45 minutos depois da hora marcada, então não é um atraso, é um adiamento!

domingo, 17 de abril de 2011

Eu já vos disse que...

Que estou na "santa terrinha"? Que dormi 12 horas seguidas? Que acordei com o chilrear dos passarinhos? Que comi uma feijoada espectacular ao almoço (feita pela mãe)? Que estou a ser mimada até dizer chega? Que a vida, às vezes, é espectacular (como a feijoada, portanto)?

Já disse? :)